Arquivos | What are we eating RSS feed for this section

Figo seco recheado com nozes…

21 mar

Figo recheado com nozes (4)

Amo frutas secas, para mim não importa se é inverno, época em que nosso corpo pede comidas mais calóricas, mas em todas as estações as frutas e frutos secos estão presentes nas refeições e pratos que preparo. Uma salada com um mix de folhas verdes, um bom tempero com azeite extra virgem e vinagre de frutas vermelhas fica melhor ainda com pedacinhos de castanhas do Brasil ou avelãs, não? E pão integral feito com uvas passas ou cranberries e nozes? Macarrão com um molho branco e pistaches?

Sirva esses figos secos recheados com nozes e um vinho moscatel ou Porto e tenha certeza de que a refeição será fechada com chave de ouro! Perfeitamente saboroso, reconfortante e melhor ainda, saudável! Ou então quando bater aquela fome no meio da tarde prefira este lanche ao salgadinho ou comida industrializada.

Figo recheado com nozes

De acordo com a nutricionista Adriana Pessôa, em seu blog Vida Integral, o casamento dos figos e nozes é repleto de nutrientes.  A nutricionista escreve que “O figo é rico em fibras, potássio e magnésio. Os benefícios para a saúde incluem: prevenção de câncer e doenças cardiovasculares, auxílio na redução e manutenção do peso, melhora de problemas intestinais. As nozes são antioxidantes excepcionais. Ricas em vitamina E e omega 3 reduzem o colesterol LDL e diminuem a inflamação no corpo. Um alimento para manter o cérebro (e sua pele) jovem.”

Corte um figo seco ao meio sem separar as metades e recheie com meia noz mariposa. Arrume em um prato bonito e sirva!

Ganhei um quilo desses lindos figos e um pote de nozes…hummmmm! Dica do meu pai!

Abacaxi recheado gratinado

13 mar

DSC08279

Essa é uma daquelas receitas que logo que vi imaginei que maravilha deveria ser. Senti o perfume do abacaxi assado com o coco, fiquei pensando que receita ótima para um almoço de festa, numas férias à beira mar, bem verão…. e não demorou muito resolvi experimentar. Não era festa, não estou à beira mar…mas ainda é verão, então tá valendo!

Facílima de fazer, impressiona pelo resultado! O sabor é perfeito, o visual é lindo e fecha com chave de ouro a refeição!

DSC08278

A receita é daqui, com tradução livre e algumas adaptações minhas.

Abacaxi recheado gratinado

(um abacaxi grande serve bem como sobremesa 4 pessoas)

xícara 240ml

1/2 xícara de flocos de coco (adoçado)
1/2 xícara de biscoito de maizena em migalhas médias
1/2 xícara de castanhas do Brasil em pedacinhos (o original pede Macadâmia, mas não achei)
3/4 xícara de leite condensado
2 colheres (sopa) de Rum escuro (usei claro mesmo)
1 abacaxi grande, lavado e seco, cortado de comprido, com a coroa

Misture o coco, migalhas de biscoito e a castanha. Reserve.
Junte o leite condensado ao rum e misture. Reserve.

Coloque o abacaxi deitado numa tábua de corte e com uma faca de serra corte no sentido horizontal, inclusive a coroa. Retire o miolo mais duro e reserve para outra receita.

DSC08272

Numa assadeira forrada com papel alumínio ou papel manteiga coloque as metades do abacaxi com a casca para baixo.  Coloque um pouco da mistura de leite condensado e rum em cada metade.  Recheie as cavidades com a mistura de coco.  Por fim coloque o resto da calda de leite condensado e rum.

Asse a 180ºC por aproximadamente 10 a 15 minutos ou até que fique dourado o recheio. 
Sirva morno, com garfo e faca!

DSC08280

Lemon Bars

9 mar

DSC08242

Os limões galegos estavam lindos e super perfumados e fiquei com uma vontade de fazer uma torta ou algo parecido com eles…acabei achando esta receita, que ficou uma delícia! Com limão siciliano ou meyer deve ficar muito saborosa também!

DSC08267

Uma palavra sobre como são conhecidos os limões por aqui pelo nosso país…o Tahiti acho que é o mais conhecido, o Siciliano, Cravo ou Rosa. Mas dependendo de onde estejamos o nome pode mudar. Este da foto acima eu sempre conheci como Galego, desde pequena é assim que minha família chama. Mas na internet há vários sites que chamam o limão cravo de galego… Achei algumas informações e fotos aqui e aqui . Além da ótima foto e explicações da maravilhosa Neide Rigo do Come-se.

Minha tia Yvonne morou numa casa com um pé desse limão…era uma festa para os olhos e olfato! Lindos e perfumados! Adorávamos a limonada feita com ele! Mas não era fácil de achar, e acho que ainda hoje vai depender muito do estado em que você mora se nas feiras irá encontrá-lo. No supermercado nunca vi.

As barrinhas de limão ficaram um espetáculo, crocantes na parte de baixo e cremosas no meio…com uma delicada chuva de açúcar de confeiteiro por cima! Sou uma amante dos cítricos então essa receita é uma descoberta! Delícia!

Ah, só uma dica, nesse blog há várias dicas com relação aos tamanhos de formas em polegadas e sua correspondência em centímetros, temperaturas e volume das formas e outras informações super úteis para quem gosta de procurar receitas em blogs e sites gringos que usam outro sistema de medidas como o americano, inglês…

A receita veio da Bakerella, uma fonte inesgotável de inspiração gastronômica. A tradução livre é minha…

DSC08239

Lemon Bars

xícara 240ml

Massa: 1 xícara de manteiga gelada sem sal

         1 3/4 xícara de farinha de trigo

         2/3 xícara de açúcar de confeiteiro (*eu não tinha, bati o açúcar refinado no liquidificador e usei)

Recheio: 1 1/2 xícara de açúcar refinado

          1/4 xícara de farinha de trigo

          1 colher (chá) de fermento em pó

          4 ovos inteiros, ligeiramente batidos

          1/2 xícara de suco de limão galego

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte e enfarinhe uma forma retangular de 23 x 32,5 cm.

Para fazer a massa: numa tigela média misture a farinha de trigo e o açúcar de confeiteiro. Acrescente a manteiga em quadradinhos e vá misturando com duas facas ou a ponta dos dedos até que a mistura fique homogênea e a textura seja como migalhas grandes.  Acomode a massa no fundo da forma. Asse por 20 minutos ou até começar a dourar.

Recheio: enquanto a massa está no forno prepare o recheio.  Numa tigela grande coloque o açúcar, farinha de trigo e o fermento, misture.  Aos poucos acrescente os ovos ligeiramente batidos e o suco de limão.  Mexa bem e coloque sobre a massa já assada ainda quente.  Asse por mais 20/25 minutos.

Espere esfriar e corte em quadrados. Polvilhe açúcar de confeiteiro e sirva!

A receita recomenda servir gelado…mas eu prefiro na temperatura ambiente!

Total citrus love!

PS: para outras maravilhas de limão que já deram pinta por aqui veja este link e este.

Torta deliciosa de figos frescos

2 mar

DSC08094

Adoro frutas com raríssimas exceções, e estou sempre procurando novas formas de cozinhar meus objetos de “gastro-felicidade”! Nem sempre foi assim, lembro-me que quando era pequena gostava de maçãs, mangas, morangos, goiabas, melancias, uvas, abacaxis, melões, cerejas, laranjas e cítricos em geral, mas não me aventurava muito em experimentar outras frutas… (vamos combinar que eu até que gostava de bastante fruta, não?)

Fruta do conde, essa eu amava e tinha em casa…mas lichias, kiwis, phisallis, nem tinha ouvido falar… Os figos eram um capítulo à parte. Minha avó e minha mãe sempre fizeram doce de frutas em casa, era pessegada, mangada, doce de orelha (goiaba), doce de laranja, e doce de figo…mas eu como a maioria das crianças nem passava perto, eu, hein? Isso era doce mesmo? Para meu seletíssimo paladar infantil, doce era chocolate, sorvete, bolo, pé de moleque, bala…doces de “gente grande” nem passavam perto… Aí eu cresci e vi que perdi tanta coisa boa. A gente vai melhorando com o tempo, não é? Então….dentre muitas novas opções que me foram apresentadas, me apaixonei pelos figos…crus, assados, secos, em calda, tipo Ramy, geleia de figo e sorvete de figo? Hummmm!

Essa receita foi inspirada em várias receitas aprovadas, minha mãe foi procurar uma receita de bolo ou torta de figo e acabou por inventar outra, que a meu gosto ficou divina!!! Juntou a delícia da Tarte Tatin, um pouco da receita do Bolo Turco de Figos da Ameixinha e também algo da “nossa” torta de Banana Caramelada.

Torta deliciosa de figos frescos

(xícara 240ml)

Caramelo:

1 xícara de açúcar

2/3 xícara de água

Massa:

1oog manteiga sem sal em temperatura ambiente

1 ovo em temperatura ambiente

1 xícara de açúcar

1 1/2 xícara de farinha de trigo

uma pitada de sal

1 colher (chá) de fermento em pó

2 colheres de iogurte natural

Cobertura:

figos frescos sem o cabinho e cortados ao meio

Modo de fazer:

  1. Unte uma forma (fundo e laterais) com manteiga (sem sal) e farinha de trigo. Reserve.
  2. Numa panela coloque o açúcar e leve ao fogo médio sem mexer até caramelar. Retire do fogo e junte a água. Leve novamente ao fogo para que dissolva o caramelo e forme uma calda. Despeje esta calda no fundo da forma.
  3. Disponha as metades dos figos com a parte cortada para baixo, encostando no caramelo. Reserve.
  4. Para a massa misture a manteiga com o açúcar mexendo bem. Junte o ovo, o sal, o iogurte, fermento e o trigo. Incorpore bem os ingredientes da massa usando uma colher de pau ou batedeira.
  5. Sobre as metades dos figos coloque a massa cuidando para cobrir as frutas.
  6. Leve ao forno médio pré-aquecido até dourar e passar no teste do palito. Espere amornar para desenformar, mas não deixe esfriar completamente pois o caramelo pode endurecer muito e a torta pode se quebrar.

DSC08092

Pasta de pimenta vermelha–Ribb al-harr

15 fev

DSC08159

Não pude deixar de me lembrar dessa receita assim que li o post apimentado no Diga Maria. A Maria postou uma receita perfeita para amantes de pimenta e explica um pouco mais sobre o porque da ardência na boca…Deu vontade…

Aprendi a gostar e apreciar as pimentas…começou ainda adolescente, quando morei na fronteira do México e Estados Unidos…e foi aumentando…ainda sou tímida, vou experimentando devagar , mas confesso que o ardor anestesia a boca e dá uma sensação muito boa… uma experiência gastrosensual…

A ardência das ditas cujas pode ser medida por uma escala desenvolvida por um químico, Scoville. Quer saber mais, leia no blog Edu Explica.

Escala de Scoville

fonte: Edu Explica

Meu pai pediu-me para comprar para minha mãe o livro Man oushé – Inside the street corner Lebanese Bakery, da super simpática Barbara Massad. Libanesa de nascimento ela morou nos Estados Unidos e depois voltou já adulta ao Líbano. A culinária estava na veia, seus pais tinham um restaurante na Flórida e ao voltar para seu país natal tentou ganhar a vida de outras maneiras mas acabou se rendendo a gastronomia. Atualmente é fotógrafa na área de alimentação e escritora de livros de culinária. Saiba mais aqui.

Antes de concluir a compra já estava apaixonada pelo livro…e quando chegou pedi emprestado para namorar…o livro…as fotos… Que qualidade de imagens e quantas histórias maravilhosas. Vale a pena!

Fizemos um jantar típico libanês, que fica para outro post, já que é mais longo…mas essa pasta de pimenta nos conquistou! Uma delícia aos olhos e ao paladar! Não é muito forte, pode ser comida sobre uma bruschetta ou um filé de frango ou carne bovina…ou até acompanhando um cozido…vale tudo!

E as pimenteiras da horta da minha mãe estão sorrindo à toa…carregadas e nos convidando a uma degustação. Vai rolar mais essa semana…e eu dou a maior força…!

DSC08163

Ribb al-harr  – pasta de pimenta vermelha

1 kg pimenta vermelha bem picante (4 xíc)

1 kg pimenta vermelha doce (4 xíc)

2 colheres de sopa de sal

120 ml de azeite

1. Lave as pimentas em água fria. Seque bem. Use luvas para abrir as
pimentas no sentido do comprimento e retire todas as sementes e
membranas.
2. Passe-as pelo processador, junte o sal, mexa bem. Deixe-as por 2
horas num escorredor.
3.Numa panela com pouco azeite cozinhe as pimentas em fogo leve por cerca de 15 min. até ficarem tenras. Deixe esfriar.
4.Coloque num vidro esterilizado e junte o azeite, cobrindo bem a pasta.
5. Para conservar cozinhe os vidros em panela com água por 15 min.

A dona da receita faz sua remessa no final do verão para durar todo o ano. Após aberto deixe na geladeira.

Obs: a receita é suave. Quem preferir pode aumentar a quantidade de
pimenta picante. É importante manter sempre muito azeite sobre a pasta para conservar, senão mofa.

Minha mãe fez menos quantidade, pode ser feita uma proporção para as pimentas que obtiver. O resultado é tão bom que foi possível até passar no pão!!

Fonte: Barbara Abdeni Massaad – Man oushé – Inside the street corner Lebanese Bakery

1-DSC08080

Spice nut cookies para um doce 2013

2 jan

DSC07827

Ficou difícil passar aqui antes do ano acabar, mas cá estou no comecinho deste novo período, desejando a todos as amigas e amigos leitores, blogueiros e amantes da boa mesa um ano doce, feliz, alegre e com muita saúde a todos nós!

O Natal foi ótimo, com a família reunida, crianças brincando e curtindo os avós, primos, tios! Brincadeiras, risadas, boa comida e bebida, e muito amor. Espero que todos tenham tido um final de ano feliz e tranquilo! E vamos começar 2013 não com o pé direito, mas com os dois pés, para reforçar a vontade de fazer tudo melhor e mais gostoso!

Esta receita fez o maior sucesso, meu pequeno ajudou a fazer, e apesar de ser um pouco difícil de manipular a massa, pois o calor das mãos faz com que fique grudenta, nada como um pouco de paciência e perseverança para descobrir após assá-los que valeu muito a pena! A receita vem da revista Saveur, cujo original está em inglês aqui. Não podia deixar as festas passarem sem fazer cookies de Natal e estes tem um aroma super especial e o sabor é uma delícia. Minha sobrinha se apaixonou e deixei um vidro cheinho para ela…isso é que fazer uma tia feliz!

Espero que gostem!  A receita original usa somente nozes, mas como eu não tinha, fiz um mix com Castanhas do Brasil, Amêndoas e Avelãs. Ficou um espetáculo!

Spice Nut Cookies

(rendeu aproximadamente 40 cookies, vai depender do tamanho do cortador)

(xícara 240ml)

Refrigerar a massa antes de abrir ajuda bastante!

1⁄2 xícara de nozes moídas (amêndoas, castanhas do Brasil e avelãs)
1 1⁄4 xícara de trigo (usei quase 2 xícaras para dar ponto)
1 1⁄2 colher (chá) de fermento em pó
1⁄8 colher (chá) de sal
1⁄2 colher (chá) de noz moscada moída
1⁄2 colher (chá) de canela em pó
1⁄2 colher (chá) de cravo moído OU 1 1/2 colher (de chá) de 4 épices (tempero já pronto com pimenta branca, gengibre, noz moscada e cravo ou canela)
8 colheres (sopa) de manteiga sem sal,temperatura ambiente 
1⁄2 xícara de açúcar cristal
1⁄2 xícara de açúcar mascavo
1 ovo grande

1. Misture os frutos secos moídos, trigo, fermento, sal e spices numa tigela e reserve. 

2. Bata a manteiga em velocidade média.  Aos poucos vá juntando o açúcar cristal e o mascavo, bata até ficar fofa a mistura. Junte o ovo e reduza a velocidade, junte depois o mix de trigo.  Bata só até misturar.  Divida a massa em quatro porções, enrole em plástico filme e refrigere.

3. Pré-aqueça o forno a 160ºC.  Abra uma porção da massa em superfície enfarinhada, corte usando seu cortador de cookie preferido e coloque em formas de cookies. Eu usei aqueles tapetinhos de silicone. Deixe um espaço entre os cookies.  Asse por 5 minutos. Gire a forma e asse até que estejam dourados, mais uns 5 minutos, dependendo do seu forno.  Deixe os cookies esfriarem numa grade. Repita o processo com as outras porções da massa.  Decore se quiser. Guarde em vidro fechado.

Resolvi deixar alguns cookies um pouquinho mais e ficaram mais crocantes. Asse de acordo com sua preferência.

Doces momentos a todos!

DSC07825-001

 

Obstkuchen ou uma torta de morango

20 dez

DSC07243

Essa receita de torta é uma delícia e super fácil e rápida, perfeita para aquelas horas que em dá vontade de fazer uma sobremesa ou um agradinho para o lanche mas o tempo é escasso.

Obst é fruta em alemão, a massa é perfeita para levar uma camada de frutas!  Receita de uma amiga alemã da minha mãe. Figurinha fácil aqui em casa e até aqui no blog…mas o que é bom a gente repete e divide, não é?

Os morangos ficam ótimos na cobertura pois são doces e ao mesmo tempo tem um sabor meio ácido…o contraste com a massa é delicioso.

Fiz da última vez numa tarde cinzenta que pedia um colorido lindo desses para alegrar nosso espírito…

DSC07246

Obstkuchen

(xícara medidora 240ml)

(serve tranquilamente 6 pessoas famintas)

Massa:

125g de manteiga sem sal (em temperatura ambiente)

1 xícara de açúcar refinado (ou açúcar cristal passado no liquidificador)

uma pitadinha de sal

1 colher (chá) de fermento para bolo

2 xícaras de farinha de trigo

zest de limão ou laranja (ou uma colher de café de rum)

Num bowl misture muito bem a manteiga com o açúcar até ficar um creme. Acrescente o fermento, trigo e o sal. Por último o zest de limão.

Forre uma forma de fundo falso, fundo e laterais, com a massa e leve ao forno médio até dourar, uns 20 minutos aproximadamente.

Retire do forno e deixe esfriar. Reserve.

Recheio:

2 gemas

1 lata de leite condensado

1 1/2 lata de leite

1 colher (sobremesa) de amido de milho dissolvido no leite

1/2 colher (chá) de essência de baunilha

Leve ao fogo (baixo a médio) numa panela todos os ingredientes já misturados.  Deixe engrossar sem grudar no fundo da panela. Coloque sobre a torta já assada e fria.

Cobertura:

morangos limpos e cortados ao meio na altura

Sobre o recheio da torta arrume os morangos deitados. Sirva imediatamente.

Obs: se quiser faça um creme com suco de 3 laranjas e um pouco de amido de milho, engrossado no fogo. Jogue sobre as frutas já arrumadas na torta. Duram mais e não ficam escuras. Eu prefiro sem.

Pain à l’ancienne

1 dez

DSC07384

Scroll down for English, please

Desta vez consegui me programar para participar do Bread Baking Day #54, um evento criado pela Zorra do blog Kochtopf há pouco mais de  cinco anos e que já tive o prazer de participar algumas vezes. Desta vez quem está fazendo as honras é a Stefanie, do Hefe und Mehr.  O tema que ela escolheu é Overnight , isto é, receitas de pão que crescem durante a noite.

Confesso que não tinha feito muitos pães que necessitam de fermentação durante a noite, foram uns quatro ou cinco, muitas vezes deixei de fazer pois simplesmente sou um pouco desorganizada e deveria ter começado o pão no dia anterior…acabava indo com a receita mais rápida…

Escolhi a receita do Pain à l´ancienne, um pão rústico cujo preparo necessita de fermentação mais longa, tema do evento. Além da fermentação mais demorada para intensificar o sabor do pão, resolvi mudar um pouco a receita e assar o pão na caçarola oval de ferro que ganhei dos meus pais, tipo um Dutch Oven…sonho antigo!

DSC07390

Estou super entusiasmada…o pão é fácil de fazer, confiem em mim, consegui seguir os passos com uma pequena de 1 ano e 8 meses correndo pela casa e precisando de atenção constante! O segredo é seguir a receita (ou quase) e usar o método Dutch Oven se puder para conseguir a casca crocante e o aspecto mais rústico das padarias mais descoladas! Assar o pão dentro da panela de ferro ou similar resolve o grande dilema dos padeiros caseiros, a falta de um forno com temperatura alta e umidade suficiente para assar o pão e ao mesmo tempo deixar a crosta bem crocante como na padaria.

Cuidado com a panela quente, luva para não queimar a mão é super necessária!

Estou tão maravilhada com o resultado! Nem acredito que fiz essas belezas! E o sabor? Uma ajudinha de Santa Isabel …e o resultado são pães lindos, crocantes e deliciosos! Ah, Santa Isabel é a padroeira dos padeiros…

DSC07394    DSC07396

Aqui vai a receita então, do Six top food blog com minhas alterações.  Consegui dois pães com 600g e 700g. Guarde em saco de pano para preservar a crocância.

Pain à l’ancienne

766g de trigo branco (pode ser necessário um pouco mais)

16g sal

12g fermento biológico seco

538 a 680g de água gelada

Modo de fazer:

  1. Coloque o trigo, sal, fermento e 538g de água gelada no bowl da sua batedeira e com as pás misture por 2 minutos. Se a massa parecer seca use mais água gelada ou mais trigo se parecer muito úmida. Eu tive que usar quase toda a água.
  2. Com uma espátula raspe a massa das laterais do bowl e troque para o gancho de massa.
  3. Misture por 5 a 6 minutos ou faça como eu, use a máquina de fazer pão para fazer todo o trabalho, desde o passo 1.  Você pode fazer na mão se preferir…
  4. O ponto é quando ao retirar um pouquinho da massa com as mãos você puxa contra a luz e vê através. Se a massa se partir volte a misturar até que esteja no ponto. A massa dever ser grudenta.
  5. Transfira a massa para um bowl grande untado com óleo e cubra com plástico filme. Leve à geladeira durante a noite. * Eu tive que trocar o bowl no meio do caminho…vi que iria transbordar, então não economize…deixe espaço na geladeira para sua massa!
  6. Na manhã do outro dia vá espiar…estará linda e crescida. A minha quase tinha dobrado de volume, apesar da receita original dizer que isso não aconteceria…só teria crescido um pouco…
  7. Deixe o bowl em temperatura ambiente por 4 a 5 horas. (Deixei quase 6…minha manhã foi agitada!)
  8. A massa deve estar pelo menos o dobro do volume anterior.
  9. Numa superfície enfarinhada coloque sua massa com cuidado. Coloque farinha sob a massa e sobre ela.  Não é para sovar.
  10. Abra a massa com as mãos num retângulo de 20x15cm e corte ao meio.  Deixe a massa relaxar por 5 a 10 minutos.

DSC07375

# Como eu fiz: Coloque sua panela (com a tampa) tipo Dutch Oven no forno e deixe aquecer bem a 280ºC cerca de 1 hora.

    Forme seus pães, eu resolvi fazer pães tipo compridos e mais gordinhos. Com uma gilete fiz cortes na superfície dos pães e coloquei cada um sobre um jogo americano de plástico duro enfarinhado com fubá, seja generosa(o).  Deixei crescer novamente enquanto o forno esquentava, uma hora aproximadamente.  Caçarola de ferro com a tampa dentro do forno, para ficar pelando de quente!

DSC07377

     Com super cuidado coloquei o primeiro pão, deslizando para dentro da panela e depois tampei. Abaixei o forno para 245ºC.  Deixei 20 minutos assando com a tampa e depois a retirei, e mais vinte minutos para dourar o pão.  Com cuidado extremo retirei o pão e coloquei numa grade para esfriar completamente.  

     Recoloquei a panela tampada no forno ainda aceso, deixei uns 10 minutos, pois já estava quente e coloquei o segundo pão. Como o primeiro ficou bem moreno resolvi tirar o segundo pão antes dos 20 minutos finais com a panela já destampada…foram uns 12 minutos sem a tampa para dourar. Deveria ter deixado os vinte…

DSC07385

     Enfim, um ficou um pouco mais claro que o outro. Um foi de presente para meus pais, afinal a caçarola de ferro foi presente deles…nada mais justo que agradá-los com alguns frutos do presente! E o outro está aqui esperando para ser degustado…  O deles já foi inaugurado…no lanche da tarde com manteiga e queijo prato orgânico! Demais de bom! Minha caçarola mineira não deve nada a uma Le Creuset…que um dia ainda terei…serão amigas a dividir o armário das panelas e o forno!

     Então, com esta receita, participo do Bread Baking Day #54, já curiosa para ver as delícias que os amantes de pão do mundo todo assaram para nosso deleite!

xxxxxxxxxxxxxxxxx

DSC07383DSC07389

     I have to say a word or two before writting the recipe in English…

     I haven´t participated in a long time in Bread Baking Day, for some time I have been quiet silent in the blog, even though I did not stop baking at home…after all, we have to eat, don´t we?

     I almost made the last BBD, but my schedule got mixed up and I didn´t post in time…so I really wanted to participate in this one, specially because is hosted by Stefanie (whose blog I really like) and the theme is “Overnight”.

    I got a Dutch Oven from my parents and was really excited to try to bake on it! This was the perfect time! The recipe is wonderful, very tasty and if you have time and are an organized person you´ll do great! I did it with a 20 months old holding my legs and running around the house, so you´ll be fine! Trust me!

DSC07393

    The recipe is from Six Top Food blog and I gave it a twist to fill my needs and taste.

Pain à l’ancienne

Ingredients

  • 765g Bread flour 
  • 16g  Salt 
  • 12g Instant yeast
  • 538 to 680g Ice cold water

Procedure

  1. Combine the flour, salt, yeast and 538g of water in your mixer bowl and using the paddle, mix for 2 minutes. Use the extra water if the dough seems to dry and extra flour if it’s too wet. I used almost all the water.
  2. Scrap the roughly mixed dough off the paddle and switch to a dough hook.
  3. Mix for 5 to 6 minutes until the dough passes the window pane test. This means taking a small amount of dough, rolling it in your hands and stretching it out so you can see through it. If it tears, get back to work. The dough should be sticky.
  4. Or use your bread machine to mix the dough…like I did!
  5. Transfer the dough to an oiled bowl, cover with plastic wrap and refrigerate overnight. * I had to switch bowls…at the middle of the night I went to take a peek and sensed the dough would mess my fridge…so don´t be cheap, use a biggg one.
  6. Early the next day take a peek. My dough was beautiful, almost doubled.
  7. Leave the dough in the bowl out at room temperature for 4 to 5 hours. I left mine almost 6h…hettic morning!
  8. The dough should have risen at least twice.
  9. Pour about 1/2 cup of flour on the counter to gently place the dough on. Don’t play with it too much! Sprinkle flour on it as well as under.
  10. Stretch the dough to about 8″ x 6″ and cut in half width-wise. Let the dough relax for 5 to 10 minutes.
  11. Place the Dutch Oven (lid on) in the oven and let it get really hot, 500F, about 1 hour.
  12. Shape your breads, I decided to go with shubby ones. Made cuts with a razor and placed each one (2 in total) in a plastic placemat with cornflour under the loaves. Be generous or they will stick to the placemat!
  13. I let them proof while the oven was getting very hot, about one hour. 
  14. Extra careful put the first loaf inside the Dutch Oven, try to slide it gently.  Place the lid on and decrease the temperature to 475F. Bake for 20 minutes, remove the lid and leave 20 minutes more to give the golden brow to the crust. 
  15. Again, use the mitts and remove the bread from the oven. Let it cool in a rack.
  16. To bake the second loaf, put the Dutch Oven in the oven again, lid on, wait 10 minutes and then put the other loaf.
  17. The first one got really browned so I decided to cut the last 8 minutes of baking, lid off. Should have left the entire time…oh well…

DSC07380

    Beautiful, tasty and so much fun to make! It´s so worth it! Happy baking!

    Yielded 2 loaves, 600g and 700g each.

    Store in cloth bag to preserve the cruch.

DSC07385

Cupcakes de choco vanilla

29 nov

Cupcakes de choco vanilla.4

Ontem foi aniversário da professora do meu pequeno…ele me pediu para fazer uns bolinhos ou cookies para levar para a tia.

Como resistir a um pedido desses? Lembrei que minha irmã tinha me falado de uma receita de cupcakes da Martha Stewart que ela fez algumas adaptações e resolvi testar. Mais uma vez minha irmã acertou! Ultimamente ela tem estado meio afastada da cozinha dela…trabalha na área de eventos de um hotel…mas sempre acerta! Ô mão boa!  De outra feita uma receita de bolo de fubá virou bolo de chocolate e ficou deliciosa…veja aqui.

Anyway…a receita é fácil e uma delícia! Os cupcakes são super fofos e saborosos, nada de muito doce. A cobertura foi uma ganache e o sorriso do filhote quando cheguei na escola com os cupcakes embrulhados para a professora, não tem preço!  Um agradinho simples e de coração! Assim vamos levando as coisas por aqui, ensinando os pequenos que simples gestos tornam o mundo melhor.

Cupcakes de choco vanilla.3

A receita, com tradução livre e adaptações da minha sister querida!

Choco Vanilla Cupcakes (adaptado da Martha Stewart)

(xícara 240ml) – rendeu 11 cupcakes

125 grs de manteiga (melhor sem sal)

3/4 xícara de açúcar refinado

1 colher (chá) de essência de baunilha

2 ovos em temperatura ambiente

1 1/4 xícara trigo peneirado

1 colher (chá) fermento em pó

2/3 xícara de chocolate em pó

3/4 xícara de leite

Modo de fazer:

Aqueça o forno a 160ºC.

Coloque a manteiga, açúcar e baunilha em uma vasilha e bata até ficar pálido.

Acrescente gradualmente os ovos, um a um, batendo bem.

Acrescente o trigo, fermento, chocolate e leite aos poucos, alternadamente.

Coloque a massa nas forminhas de cupcake, preenchendo 3/4 do volume. Nós usamos forminhas de papel dentro de forminhas de muffins de alumínio untadas na borda com um tiquinho de manteiga para não grudar os cupcakes.

Asse em forno médio por 20 a 25 minutos ou até passar no teste do palito. Coloque numa grade para esfriar e depois decore a seu gosto. Eu usei uma ganache de chocolate, simples e muito gostosa!

Cupcakes de choco vanilla.5

Ganache de chocolate

3/4 de uma barra de 170g de chocolate meio amargo

1/2 lata de creme de leite

Coloque uma panela com água para ferver e sobre ela um bowl de vidro, tomando cuidado para a água não chegar até o fundo do bowl.

Coloque o chocolate em pedacinhos e o creme de leite no bowl e vá mexendo até que o calor da água evaporando da panela derreta o chocolate. Mexa sempre. Quando começar a derreter tire o bowl do fogo e com uma espátula ou fuet misture bem para acabar de derreter o chocolate e a ganache ficar homogênea. Se ainda não tiver sido suficiente para derreter o chocolate todo, volte o bowl sobre a panela no fogo.

Mexa bem até começar a esfriar. Pode ser aplicado sobre o cupcake ou bolo com espátula ou usando um saco de confeiteiro, como eu fiz. Espere um pouco para que a ganache firme e sirva!

Farofa de Içá, Bitú ou Tanajura…aceita?

27 nov

DSC07206

Meu pai me liga para perguntar se queríamos ver como se faz farofa de Bitú, ou Içá ou Tanajura. “Como assim”, pergunto?  “Elas estão caindo do céu por aqui e já catamos uma boa quantidade para fazer a farofa!" disse ele.

Dava para resistir? Eu só tinha ouvido histórias contadas por ele mesmo que quando menino na cidade do interior do Rio de Janeiro, muitas pessoas pagavam às crianças para catar as formigas aladas para fazer a farofa.  Não hesitei, catei a criançada e marido, máquina fotográfica e fomos aprender sobre essa tradição do Vale do Paraíba.

DSC07210

As formigas saem para começar novos formigueiros, numa louca revoada entre outubro e novembro, lotando o ar e deixando os que gostam da iguaria com água na boca.

Em algumas cidades o preço do litro do içá chega a R$20,00.  E na cidade de  Silveiras, a pouco mais de 200k de São Paulo, o produtor rural e empresário Ocílio José Ferraz, da Fazenda do Tropeiro, compra toda a quantidade que lhe é oferecida, congela e usa durante o ano todo. Dizem que o içá é antibiótico, natural e afrodisíaco…

A tradição veio dos índios que comiam na farofa “os frutos que caiam do céu”. Elas voam desesperadas a caça de um local para iniciar nova colônia e como já estão fecundadas, diz-se que a farofa tem alto teor de proteína. Como são cortadeiras há quem diga que é um controle ecológico.

Enterram-se no chão para começar o formigueiro. Vejam esses buracos com terra fofa ao lado…

DSC07226

Tomamos um susto ao ver as tanajuras aladas, são enormes! E tem um ferrão que dá medo…dizem que a picada dói mesmo!

DSC07209

Limpa-se as asas, pernas e ferrão, deixando só o abdômen da formiga. Meu filho ajudou os avós a realizar a tarefa…quase levou uma picada! Confesso que é assustador ver aquelas formigas todas agoniadas…parecem saber o que lhes espera..

DSC07214DSC07219

Minha mãe fez a farofa do jeito que está acostumada a fazer farofa…

Farofa de içá

içás limpas (ou seja, só o abdômen, sem o ferrão, asas e pernas)

uma colher (sopa) de azeite

uma pelota de manteiga com sal

sal à gosto

alho espremido

farinha de mandioca flocada

DSC07228 DSC07230

Colocam-se as içás numa panela, em fogo baixo, até que comecem a torrar. Elas vão inchar um pouco.  Assim que começarem a torrar, junte o azeite, a manteiga e o alho. Alho torradinho, acrescenta-se a farinha de mandioca e deixe pegar um pouco de gosto. Corrija o sal, coloque salsinha e pimenta (opcional) e aprecie.

DSC07232

A pergunta que não quer calar…se gostei??? Confesso que ainda não foi desta vez que provei…não consegui. Preciso interiorizar um pouco mais a ideia…Mas meus pais comeram e gostaram. Tem gente que acha que parece pipoca, outros dizem parecer aquele camarão pequenino…Experimenta e depois me conta!

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 202 outros seguidores