Arquivo | abril, 2007

Sábado feliz

16 abr

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Aniversário da filha de uma prima muito querida, sábado, churrasco a partir do meio dia até o começo da noite.  Uma chácara deliciosa em Paulínia, SP, carne espetacular, acompanhamentos maravilhosamente saborosos, decoração simples e linda, docinhos e mesa do bolo fofos, lembrancinhas de sonho, família linda e feliz.Para que mais? Foi um dia muito gostoso!Os enfeites foram feitos pela avó materna e os doces pela paterna (que é doceira de mão cheia).  Chato, não? 

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Salada de Pepino com Gengibre

12 abr

pepino com gengibre

Recebi um e-mail da Valentina sobre o novo Rei da Quinzena no maravilhoso Colher de Tacho.  Como não pude participar do último, que foi com Quinoa, assim que li que o rei é o Gengibre lembrei-me de uma salada simplérrima e muito saborosa que comia num restaurante japonês em Vitória.  Nem sei se isso é uma receita digna de participar do Rei da Quinzena, é mais uma dica de como aproveitar o Gengibre de uma forma diferente e muito saborosa e refrescante.  Descasque um pepino (pode ser japonês ou o caipira) de jeito que fique com umas listras com casca e outras sem, intercalando as mesmas.  Corte em rodelas muito finas e disponha em uma travessa.  Rale um pouco de gengibre por cima (a quantidade fica a gosto do freguês, mas para experimentar use pouco já que o rapazinho é forte!) e depois coloque molho de soja.  Deixe marinar por uns 15/20 minutos e sirva.  Fica muito bom!  Até o meu pequeno de 1 ano e 9 meses quis experimentar, na primeira tentativa fez uma careta mas pediu mais e acabou comendo várias rodelas do pepino temperado. Pode???? Observação: Não faça em grande quantidade se não vai consumir tudo, não fica legal para guardar e consumir depois, ok?

Calêndula officinalis

11 abr

calêndula

Foto Bonde

Mais uma vez me rendo de homenagens a elas, as plantas que além de lindas, perfumadas e ultra necessárias a nossa sobrevivência por causa do oxigênio, nos ajudam a ficar mais bonitas (os) e principalmente saudáveis.

Dia desses na correria de aprontar o almoço e deixar alguns pratos prontos para o final de semana me atrapalhei com um pano de prato e derrubei uma panela de água quente (não estava fervendo, ainda bem!!!!) na mão e antebraço esquerdos.  Para melhorar eu sou canhota, então não pude fazer mais nada até tarde da noite…

Estava na casa da minha irmã, ela não se encontrava e no desespero corri a abrir a geladeira para pegar a minha super poderosa amiga das horas difíceis, a pomada milagrosa chamada Ungüento Picrato de Butesin Não sou de me acidentar assim na cozinha, procuro fazer as coisas com cuidado para não haver problema, mas vez ou outra há uma calda de caramelo, uma forma de bolo ou no caso uma panela com água que acaba me queimando.  Essa pomada é uma maravilha, é só passar no local queimado (queimadura suave) na hora em que aconteceu o acidente e repousar.  Não fica ardendo (tem anestésico) e não fica bolha. 

Lembro de uma vez que me estava no sítio dos meus avós e pisei numa taturana (lagarta-de-fogo), eu era pequena, talvez 4 ou 5 anos e só parei de berrar quando meus pais passaram isso em mim.  É mágico mesmo. Não estou ganhando nada para fazer propaganda, nem lembro o laboratório que fabrica, só dando a dica para as amigas e amigos de forno e fogão.

Enfim, não achei a pomada na geladeira e corri a ligar para minha irmã para perguntar onde estava… lógico que ela não tinha, Lei de Murphy, e me disse para passar uma pomada de Calêndula que estava no banheiro.  Sempre uso pomadas manipuladas para picada de insetos, batidas, machucado de criança, mas para queimadura não sabia que funcionava.

Lambuzei a mão e o braço com a pomada, fica uma meleca, apesar de ter demorado um pouco para passar a queimação, já que não tem anestésico, não ficou com bolha alguma, nem repuxou a pele, fiquei impressionada.  Ainda está dolorido, foi domingo passado (Páscoa), mas agradeço mais uma vez à Mãe Natureza por nos dar esse presente!

Curiosidades sobre a Calêndula:

  1. É antiinflamatória, cicatrizante, controla o câncer quando ele está nos primeiros estágios, impede a formação de pus em cortes e queimaduras, é usada para escaras, para pós operatórios com cortes profundos.  É ótima para acne e dermatites. Sua pomada pode ser usada nas pernas, em quem tem problemas circulatórios e veias varicosas.  É boa para tirar calos, verrugas.  É excelente para tratamento de qualquer doença inflamatória.
  2.  Uso energético: é a erva do Perdão. É ótima para pessoas rancorosas, que têm dificuldade de perdoar, que estão sempre acumulando mágoas, que se acham injustiçadas ou tratadas com pouco caso por todos. É para quem tem constante mau humor, e vê a vida de forma linear, sem criatividade para sair dos problemas. É ótima para quem quer esquecer traumas ou lembranças infantis que incomodam.
  3.    O escalda pés de calêndula, não só refaz a energia gasta durante o dia, como traz um sono gostoso e tranqüilo.
  4.    O sabonete líquido de Calêndula tira toda a oleosidade da pele e combate as espinhas e acne.
  5.    A pomada de Calêndula faz parte de qualquer pronto socorro doméstico, pois não há corte que resista a ela. Também é usada para escaras.
  6.   A tintura mãe, acrescentada ao shampoo evita seborréia e doenças do couro cabeludo.

O que achei mais interessante foi a informação sobre o uso na culinária:

1.      Nos lares medievais, a calêndula era usada em sopas, no arroz e misturada à manteiga. Acreditava-se que ela evitava todas as doenças.

2.      As pétalas de calêndula secas podem colorir saladas e patês.

3.      A calêndula devolve a integridade e a alegria.

4.      Pode ser usada em pães e massas de bolo, pois além de dar um lindo colorido, o seu sabor é maravilhoso.

5.      Um patê de ricota, creme de leite ou iogurte natural com pétalas de Calêndula pela manhã refaz a energia, aumenta a capacidade de compreensão e raciocínio.

As informações foram retiradas do site Aleph TI, não sou fitoterapeuta ou médica, só uma curiosa e admiradora das ervas. 

No Abacaxi Atômico, achei a informação que a Flor de calêndula é originária da região centro sul da Europa e da Ásia.  Na idade média, a calêndula era cultivada nas hortas, desidratada e utilizada como corante em caldos, queijos amarelos, manteiga e bolos. As pétalas desta flor são utilizadas frescas em saladas, em crepes ou no arroz em substituição ao açafrão.

Panis Angelicum

9 abr

outback

Estou in love com a arte de preparar pães… ainda mais agora que com a minha máquina elétrica os lindinhos sempre têm dado certo.   Na grande maioria das vezes consegui adaptar as receitas, já que uso a máquina para fazer o trabalho pesado, que é sovar a massa, sorry os que recriminam essa prática, mas estou amando!!! 

Vi a receita do Pão tipo australiano do Outback no blog da Cinara e tinha que testá-lo…já que amo esse pão e todos aqui (marido, irmã, cunhado, minha mãe, filho, sobrinha….) estavam curiosos para ver se conseguiria chegar perto do sabor do famoso pão. 

A receita é simples, tive que fazer alguns pequenos ajustes e devo dizer que já fiz 3 vezes…rsrsrs… a primeira e a última fiz a original, pão meio adocicado mesmo, e a segunda vez tentei mudar um pouco a receita para ver se o pão ficava mais salgadinho.  Depende do freguês, os dois jeitos ficam muito bons.  Eu preferi o mais adocicado, mas veja a receita da Cinara abaixo e os comentários desta que vos escreve! Só consegui tirar foto do pão inteiro, rendeu 2 inteiros e 6 pequeninos…que já tinham sido degustados…o povo é rápido por aqui! 

Pão Australiano (tipo Aussie Bread do Outback) 

1 ¼ xíc. de água morna

Corante alimentício marron (opcional) (não usei e acho que não precisou, ficou bem marronzinho meu pão)

2 colheres (sopa) margarina (usei manteiga em temperatura ambiente)

½ xíc. de melado

1 ½ xíc. de farinha de trigo (usei 3 xíc. para dar ponto na massa, pode ser necessário usar mais uma ou duas colheres)

1 xíc. de farinha de centeio

 2 colheres (sopa) de chocolate em pó

3 colheres (sopa) de açúcar mascavo

1 colher (chá) de sal

1 colher (sopa) de glúten (não tinha e não usei)

1 ½ colher (chá) de fermento biológico seco

Fubá para polvilhar

Na máquina de pão, misture 60 gotas de corante marron à água morna, e em seguida acrescente todos os demais ingredientes (menos o fubá), na ordem acima. Ligue no ciclo “Dough” (Massa).  Quando o ciclo terminar, remova a massa e separe-a em 6 partes iguais.  Modele 6 pãezinhos de cerca de 12 cm de comprimento e 5 cm de largura.  Como usei mais trigo branco  a massa rendeu mais, fiz 2 pães médios e 6 pequeninos que coloquei em forma de muffins de alumínio.    

Polvilhe uma superfície com fubá.  Umedeça as mãos, passe-as levemente sobre os pãezinhos e passe-os no fubá.  Coloque-os em uma assadeira, cubra com um pano e deixe crescer até dobrar de tamanho (cerca de uma hora). O toque do fubá fica fofo e deixa o pão lindo, não deixe de usar.  Usei uma assadeira de pão inglês e forminhas de muffins de alumínio.   

Pré-aqueça o forno a 180 graus centígrados.   Leve os pãezinhos crescidos ao forno e asse por 35 a 40 minutos, ou até dourar.  Tire do forno e deixe-os esfriar por 15 minutos.  Sirva com manteiga de verdade, gelada ou amolecida. (O teste que uso para ver se está no ponto é dar umas batidinhas com os nós dos dedos no fundo do pão, se o som que sair for oco está assado). 

Observações: ·        a Cinara achou que o pão original do Outback é um pouco mais adocicado do que esta receita, para o gosto do meu pessoal e o meu achamos que está bem parecido, ·        a nossa querida amiga que passou a receita (obrigada mesmo!!! Ficamos todos fãs em casa, inclusive meu filho de 1 ano e 9 meses!!!) acha que talvez o corante faça a diferença deixando o pão mais moreninho, eu acho que ficou com uma cor bem legal, o melado e o mascavo já dão uma tonalidade bronzeada ao pão,

·        na segunda vez que fiz a receita diminuí a água morna para ½  xíc. e o melado para 1/3 de xíc., aumentando o sal para 1 ½ colher de chá.  Devo confessar que gosto dos pães mais salgadinhos…mas a textura original ficou comprometida, o pão não ficou tão fofinho, rendeu menos e o gosto não é o do Ausse Bread.  Fica a cargo do freguês!!! 

Presente do Coelhinho da Páscoa…

9 abr

toblerone

Foto: adonline

Páscoa

5 abr

easter basket

Foto: art.com

Nunca vou me esquecer das várias manhãs de Páscoa em que acordávamos e logo saíamos correndo para o quintal a procurar os ovinhos que o coelho da Páscoa havia deixado escondidos! Que alegria no final juntar aquela pilha de ovinhos, o grande barato era ver quem achava mais e depois acabávamos dividindo entre os irmãos para não dar briga nem dor de barriga, sempre um achava mais do que o outro…

Lembro de uma vez em que um primo nos convenceu de que o senhor coelho havia passado atrás de um arbusto e acabamos acreditando e até vendo a sua sombra…que delícia ser criança!  Páscoa me lembra família reunida, café da manhã farto e almoço tranqüilo, muitas vezes com bacalhau e sobremesas deliciosas.  É a época de estar junto de quem se ama, de perdoar, de renovar as amizades, de fazer outras novas e dividir o que a vida nos deu de melhor.

A tradição de presentear a família e os amigos com ovos coloridos é um costume antigo dos chineses. Esses povos decoravam ovos de galinha e davam de presente a pessoas queridas, em comemoração à Festa da Primavera, que no hemisfério Norte, coincide com os meses de março e abril, próprios da Páscoa. Ao longo dos anos, o costume foi sendo passado às demais culturas do mundo todo e os ovos de galinha passaram a ser substituídos por ovos de madeira, de prata e de ouro decorados com pedras preciosas e, por fim, pelos de chocolates em decorrência principalmente, da chegada das indústrias de chocolate. (fonte Cyber Diet)

 O ovo simboliza o nascimento, o começo de tudo. Na antiguidade, era comum presentear os amigos e familiares com ovos pintados e coloridos. Porém, eles ainda não eram comestíveis. Os Maias e os Astecas consideravam o chocolate um alimento sagrado, assim como o ouro, mas foi somente no século XX, que surgiram os famosos bombons e ovos de Páscoa que fazem o maior sucesso. Era uma vez, uma mulher pobre que coloria ovos e escondia em um ninho para dar aos seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças acharam os ovos, um enorme coelho passou correndo perto deles, dando a impressão que foi ele que trouxe as lembranças”, diz a lenda que se espalhou pelo mundo. (fonte Guia da Semana) 

Uma Páscoa doce e feliz para todos, com muitos ovinhos de chocolate e harmonia entre as pessoas.  Paz. 

Os trabalhos recomeçaram… Pão de Fubá

5 abr

fubá forminha

Mesmo em mudança, acampada na casa da minha irmã com filho pequeno e marido já recomeçando no trabalho novo, cheia de coisas para fazer e arrumar não consegui deixar de comer (ainda bem!!!), ainda mais pão…   

Ganhei um livro muito interessante do meu pai sobre pães caseiros (A arte caseira de fazer pães – Romélia C. A. Meyer) e como a máquina de pão veio no Natal agora estou empolgada com as massas!  Como tínhamos que tomar café da manhã e o pão é ingrediente que aqui não pode faltar, escolhi esta receita para começar o livro.  O resultado foi um pão muito saboroso,  pão rústico, com gostinho de fazenda, daqueles que saem do forno à lenha perfumando a cozinha e chamando para merenda! Dilícia!!! E no dia seguinte fica uma gostosura se colocar no forninho tipo torrada… 

Vale a pena testar, eu deixei a máquina de pão amassar, mas a receita é para fazer normalmente sem as tecnologias modernas (eu aproveitei que não tenho muita força nos braços e estava cansada de abrir  caixas…rsrsrsrs). 

Segue a receita original com meus comentários em itálico: 

Pão de Fubá  

½ xíc. de água morna 1 colher (sopa) de açúcar1 colher (sopa) de fermento para pão (usei Fermento biológico seco instantâneo)1 colher (chá) de sal

2  xíc. de fubá

1 xíc. de água fria

1 xíc. de água fervendo

½  xíc. de açúcar ou melado (usei melado)

½ xíc. de margarina (usei manteiga)

5 ½  a 6 xíc. de farinha de trigo comum (usei 6)

Coloque o fermento, 1 colher de sopa de açúcar e ½ xíc. de água morna em uma vasilha pequena. Dissolva-os bem, tampe-os e deixe descansar por 20 minutos (deixei até espumar, menos do que 20 minutos).  À parte, coloque o fubá e a água fria, mexa bem e coloque a água fervendo.   Em uma vasilha grande coloque a margarina (manteiga), sal, açúcar (ou melado) e o fermento dissolvido.  Junte ½ xíc. de farinha de trigo aos poucos, mexendo muito bem.  Aí coloque mais ½ xíc. de farinha, mexa e vá juntando o fubá dissolvido, morno.  

Sempre batendo, acrescente a farinha branca , segundo a receita (depois de acrescido o trigo eu coloquei na máquina de pão, ciclo massa até apitar).  Bata bem.  Se for necessário mais farinha para sovar a massa, pode colocar. Amasse bem com as mãos e deixe crescer em uma vasilha untada e coberta até dobrar de volume.

Aí, abaixe a massa, trabalhe-a por uns 2 ou 3 minutos e faça os pães.  Coloque-os em uma assadeira untada ou em formas.  (Deixei crescer mais um pouco – uns 30/40 minutos).  Fiz 3 pães pequenos para médios e 6 pequeninos em forminhas de alumínio.  Forno pré-aquecido quente (uns 200 ºC), até que fiquem bem assados. (Soam ocos quando se bate embaixo do pão com o nó dos dedos).  Nota do autor: se gostar coloque 1 colher de sopa (ou ½) de erva-doce na água fervendo ou na massa. Dá bom gosto. Eu não coloquei.

Rendimento: um pão grande e 6 pequenos (só apareceram 5 na foto pois um já tinha sido surrupiado…)

fubá todos