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Suco de groselha para brindar o Figo Lampo

15 jul

 

maio10 024

Margarida está comemorando mais um ano de blog, o delicioso Figo Lampo, e  nos convidou a participar da festa com uma receita! Adorei a idéia, gostaria muito de conhecê-la pois acho seus posts e receitas muito especiais e bem cuidados, fico imaginando que querida que ela é!
Margarida, brindo ao blog e  você! Não sei se conhece essa groselha vinagreira, o suco é uma delícia e muito refrescante! Além da cor ser linda!

maio10 020

É uma planta completa em vários sentidos, ganhei da minha mãe que acho numa banca orgânica na feira!

Informação útil: as diferentes partes da planta têm várias utilidades. As folhas são ricas em vitaminas A e B1, sais minerais e aminoácidos. Quando ainda estão bem jovens e tenras, as folhas podem ser consumidas em saladas cruas; depois, um pouco mais velhas podem ser refogadas ou se tornar um ótimo ingrediente para o preparo de cozidos, sopas, feijão e arroz. O cálice vermelho tem um sabor azedinho e contém ácidos cítricos, hibístico, málico e tartárico. O cálice pode ser usado na fabricação de geléias, doces, picles, vinho, vinagre, sucos e também no preparo de um excelente chá. Para o preparo do suco são utilizados os cálices crus ou cozidos, que são triturados no liquidificador com água, depois é só coar e adoçar a gosto. O cálice triturado é aproveitado para o preparo de geléia ou doce. Já o chá é obtido a partir do cálice seco à sombra. As sementes possuem 17% de óleo e 25% de proteína.  Quer saber mais? Clique aqui: Jardim de Flores

Suco

lave bem o cálice (a “flor”) cru batido no liquidificador com água e açúcar e depois coei. Usei a olho, e fui colocando mais água e açúcar para ajustar ao paladar. Um gelinho e voilá! Coloque numa jarra bem linda e sirva com amor!

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Geléia de pimenta

2 jun

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A Patty me pediu para postar a receita de geléia de pimenta depois de um comentário que fiz no blog dela… e como estava fora de casa, consequentemente sem as minhas listas e listas de receitas para testar, fui buscar outras possibilidades. Essa é para você, viu, amiga?

Achei várias mas esta em especial me chamou a atenção, vai suco de tangerina ou laranja e vem de Minas Gerais….para mim não precisa mais nada. E não é que a geléia é muito boa demais da conta? Gente, sério, eu adorei! Não fica muito forte e é perfeita para acompanhar carnes, grelhados e até queijos e pães.

A receita é da Dona Dinéia, de Rio Acima, e está aqui.  De qualquer forma transcrevo para facilitar a vida de vocês:

Geléia de Pimenta

900g de açúcar cristal (a receita original pede 1k, achei muito)
750 ml de água
200 ml de
glucose de milho
2 xícaras (de chá, cheias) de caldo de tangerina ou de laranja (usei tangerina daquelas da roça…!)
4 pimentas-dedo-de-moça inteiras (sem cabinho)

Bater, no liquidificador, as pimentas com o caldo de tangerina ou de laranja. Despejar em uma panela grande (sem coar), de preferência grossa, e pôr o restante dos ingredientes. Misturar bem. Levar ao fogo brando, mexendo de vez em quando, até virar uma calda grossa. Para saber se o doce está no ponto, pôr um pouco da calda em uma colher (sopa) e levar ao congelador por 30 segundos. Se ficar consistente, está pronta. Retirar a espuma que se forma sobre geléia, com uma escumadeira. Ainda quente, pôr a geléia em vidros esterilizados.

Dicas do Mangia

  • Para esterilizar os vidros: coloque-os submersos em água numa panela grande e funda e leve para ferver por pelo menos 15 minutos. Não esqueça das tampas.  Retire com cuidado usando uma pinça e coloque sobre uma tábua ou pano de prato para escorrer.
  • Essa geléia pode ferver e derramar, vai fazer a maior meleca no seu fogão (vai por mim, aconteceu comigo!). Ou você fica do lado da panela ou coloca um pires virado para baixo no fundo da panela como se faz com doce de leite.

Para terem uma idéia, eu coloquei até no frango grelhado que almocei ontem…delícia mesmo!

Rendeu 5 potes de 200ml. A consistência pode parecer meio líquida mas depois a geléia endurece um pouquinho.

PS: esse vidro está bem perua com esse paninho de oncinha, não é???

Cuidados de uma neta

27 maio

Amor de vó.
Tão puro, tão próprio.
Amor de vó não amor de mãe, nem de tia, nem de vizinha, nem de babá.
Amor de vó é amor sorridente, com rugas num rosto doce de admiração, amor de vó é amor saboroso, bom bolos quentinhos e café feito na hora.Amor de vó é o silêncio da sabedoria, as palavras sempre leves, sempre calmas, palavras de quem sabe o que diz.
Amor de neta é eterno, amor de neta é grato, amor é de neta é feito amor de vó, puro, cristalino, cúmplice, porto-seguro.
Amor puro de puro amor.

 

Esta semana estou cuidando da minha avó, ela que sempre cuidou dos netos agora precisou de um carinho extra. Vim correndo, sem titubear e estarei por aqui… mas sem máquina e acredito que sem posts… Semana que vem volto para casa e as receitas retornam. Fiquem em paz e cuidem muito bem dos seus avós. Beijos. Ah, achei esse lindo texto, infelizmente não sei o autor, alguém me ajuda?

Vó, te amo.

Quindim ou Brisa do Lis

10 maio

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Espero que todas as mamães tenham tido um domingo lindo e muito feliz! Consegui passar o dia das mães com minha mãe e também com a minha irmã querida, também mamãe! Foi uma delícia! Acabamos viajando para o interior e pegamos um friozinho bem europeu, o termômetro marcava 10ºC…uma névoa…deu a maior preguiça de voltar…

Vamos ao quindim… O marido fez aniversário no início do mês e eu quis fazer um super agrado. Resolvi que o jantar seria massa (que ele ama!) e de sobremesa Quindins!  Preparei tudo e eis que perto da hora que ele sai do trabalho me liga dizendo que estava fazendo um relatório de última hora e que não tinha hora para sair da empresa…  Bom…lógico que fiquei chateada, não com ele que não teve culpa, mas o jantar de comemoração virou um jantar em etapas…enfim, ele gostou mesmo assim e adorou a surpresa!

O quindim é um doce da minha infância, minha avó sempre fazia, ela usava ovos de pata ou gansa (vindos do sítio que tinham) e os docinhos eram devorados com um prazer enorme pela família toda! Atualmente o sítio já foi vendido e minha avó não se aventura mais na cozinha, então minha mãe, eu e minhas irmãs nos encarregamos de aprender os quitutes para continuar a tradição. 

Também chamado de Brisa do Lis em Portugal, lá o doce leva amêndoas.  Diz-se originário da Leiria, às margens do rio Lis.   Esse doce de lá na terrinha caiu nos encantos do nosso povo. Leia mais aqui e aqui.

Gente, essa receita é da mãe da Magel, uma grande amiga da minha mãe, e é daquelas receitas infalíveis que ficam deliciosas e melhor ainda, você escolhe a quantidade de docinhos que quer fazer. Deixa eu explicar: cada gema usada rende um quindim.  Eu não quis exagerar então usei 4 gemas e o resultado final foram 4 lindos e bem amarelos docinhos!

Quindim

(para 10 quindins tamanho médio) (veja observação abaixo)

10 gemas em temperatura ambiente

10 colheres (sopa) de côco fresco ralado (se usar seco deixe hidratar uns 10/15 minutos em água antes de usar)

10 colheres (sopa) de açúcar

1 coher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente

Misture bem os ingredientes numa tigela, de preferência de vidro ou inox, não precisa bater na batedeira.  Unte muito bem (não economize) com manteiga forminhas de alumínio, de quindim ou empadas e depois coloque bastante açúcar refinado até que cubra toda a manteiga.  Essa etapa deve ser feita com cuidado para que toda a superfície da forminha fique muito coberta com a manteiga e o açúcar, senão não desenforma bem após assado. 

As minhas forminhas são altas, e enchi até a metade, isso é bom pois a água do banho-maria não pode cair no doce, ok?

Leve para assar em banho-maria, fogo médio, até que a parte de cima esteja dourada.  Retire do forno, e coloque as forminhas num local para esfriarem.  Quando estiver totalmente frio, com o auxílio de uma faca de ponta, vá desgrudando os docinhos, cuidado para não “machucar” o doce.  Desenforme e coloque em forminhas ou pratinhos para servir.  Eu guardei na geladeira pois doces de ovos estragam logo.

* Observação: como queria poucos docinhos usei 4 gemas, 4 colheres de côco, 4 colheres de açúcar e 1/3 colher de manteiga, ok?

Ficou uma delícia, como usei ovos caipiras eles ficaram bem amarelinhos! Ah, não jogue as claras fora, coloque em vidros e congele ou guarde na geladeira para outras receitas. Logo posto aqui o que fiz com elas!

Biscuits na Panificadora

25 jun

Breadmachine Biscuits blog

Quando postei a receita de English Muffins, que amei, minha amiga Claudia me perguntou se dava para fazer a massa na panificadora.  Fui pesquisar e testei uma receita cujo mote era este mesmo, usar a panificadora para que se fique menos tempo na cozinha e no final tenha Biscuits deliciosos.

A receita é do site eHow e está aqui traduzida livremente por mim, segui exatamente o que estava escrito para não dizer que minhas alterações mudaram o produto final.  Foi difícil…

Biscuits na Panificadora

3½ xícaras de farinha de trigo para pão OU 3 xícaras de farinha de trigo mais 1/2 xícara de farinha de trigo normal (usei farinha normal) ;1colher (chá) de fermento biológico seco ;1 colher (chá) de mel; 1/3 xícara de manteiga sem sal; 2  ovos grandes; 1¼ colher (chá) de sal ; 2/3 xícara de leite

Coloque todos os ingredientes na tigela da máquina de pão, tomando o cuidado para que os secos sejam colocados primeiro e depois os líquidos.

Ajuste a máquina para a função MASSA e deixe que complete o processo.

Assim que estiver completo o ciclo, remova a massa da panificadora e numa superfície enfarinhada abra a massa num círculo cuja expessura da massa tenha aproximadamente 1,25cm.

Corte os biscuits com a borda de um copo, xícara ou aro próprio.

Unte uma forma de cookie ou tabuleiro (eu também enfarinhei) e disponha os biscuits.

* Os do lado esquerdo da foto ficaram meio amassados pois fui juntando a massa que sobrou depois de cortar os outros e não quis ficar amassando muito.

Deixe os biscuits crescerem na forma até que dobrem de tamanho.

Leve para assar em forno FRIO.  Ligue o forno somente na hora em que for assar, na temperatura de 220º e deixe que assem por mais ou menos 15 a 20 minutos ou até que fiquem dourados. 

Cuidadosamente remova a forma e espere amornar para servir enquanto estão quentinhos.

VEREDITO: o resultado ficou bem saboroso e lindo, mas são pãezinhos e não biscuits.  A textura é mais densa do que os biscuits e o gosto também é diferente pois nessa massa vai ovo, mel e leite, e na que havia feito antes vai buttermilk, o que deixou aquela massa bem mais macia por dentro e crocante por fora.

Claudinha, essa é para você! Beijos!

Peço emprestado a Neruda um presente a todas nós

8 mar

                      Mulheres                                         

                           Pablo Neruda

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam “não” como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.


Peço licença ao Neruda para transcrever estas lindas linhas acima e mandar um beijo todo especial a todas as mulheres! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Macarrão com molho da Nonna

23 nov

Macarrão com molho da Nonna

Nonna é na verdade minha bisa, mas até nós que somos bisnetos nos referimos a ela desta forma carinhosa, mesmo que não a tenhamos conhecido…  Já falei um pouco dela por aqui, italiana guerreira, de sangue quente e vontade forte que veio ao Brasil como acompanhante de uma senhora rica e nunca mais regressou à pátria querida.  Não porque não tivesse condições ou não tivesse vontade, mas passou tão mal na viagem de navio que não conseguiu pisar novamente numa embarcação, consequentemente ficou aqui e criou seus filhos e netos.

A Nonna é “cantada em verso e prosa” pelas maravilhas que fazia na cozinha e muitas delícias aproveitamos pelas mãos de minha avó, tia e minha mãe.  Uma das mais famosas receitas é seu molho de macarrão, o prato do domingo em casa e sempre servido quando a família está reunida.  Infelizmente a foto não faz jus à maravilha que é o aspecto, ficou meio desfocada mas posso assegurar que vale a pena experimentar.  Em casa costumamos fazer sempre um pouco mais e congelar algumas porções para aquela hora em que a vontade aparece e não dá tempo para preparar um molho do jeito que a Nonna fazia.  Ela servia sobre uma pasta que fazia também em casa, ainda não consegui essa proeza, o meu foi sobre um macarrão de grano duro, mas não deixou de ficar muito saboroso! E viva la Nonna! 

Fiz assim: na panela de pressão fritei no azeite cubos de tamanho médio de acém (pode ser Coxão mole, músculo ou outra carne de segunda que tenha um sabor acentuado), aproximadamente 500 a 600g de carne.  Deixei dar uma dourada e acrescentei uma cebola picadinha e quatro dentes de alho. Deixei fritar até dourar e juntei uma lata e meia de tomate pelati (aquele sem pele já comprado enlatado) e duas colheres de sopa de extrato de tomate.  Juntei duas cenouras médias em pedaços, um alho porro em rodelas (parte branca) e as folhas inteiras e cobri com água.  Deixei cozinhar na pressão em fogo médio por uns 35-40 minutos até que a carne estivesse macia e desliguei o fogo.  Assim que esfriou abri a panela e corrigi o sal.  Tirei as folhas do alho porró e descartei.  Retirei a carne e bati o molho com mixer, pode ser no liquidificador também.  Juntei a carne novamente e deixei apurar em fogo médio com a panela semi tampada (sem pressão).  Esse molho fica maravilhoso, pode ser congelado em pequenas porções ou servido assim que pronto.  Se preferir faça em panela de ferro ou pedra, demora um tempo maior (umas duas horas) mas o gosto é bem mais acentuado!
Dica da Nonna: um pau de canela no molho dá um toque maravilhoso!
Dica da minha irmã: umas folhas de espinafre cozidas no molho dão mais vitaminas e ferro e não mudam o gosto!