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O pão nosso de cada dia na pedra de pizza

5 out

Pão de Centeio pedra de pizza

Consegui achar uma pedra de pizza (de pedra sabão) por um preço razoável e estou adorando! Há tempos procurava, mas os preços inflacionados pela moda gastronômica não valiam a pena. E esta tem a borda de cobre com duas alças! Linda!

Engraçado é que não assei nenhuma pizza ainda na pedra, só pão! E ficam deliciosos! A temperatura da pedra e a maior exposição do pão ao calor  faz com que o pão asse mais uniformemente.

A cura da pedra foi fácil de fazer, só untar com óleo de cozinha a pedra, em cima e embaixo, levar ao forno a 200ºC por 2 horas. Desligar o forno, deixar esfriar lá dentro. Lavar a pedra e deixar secar. Repetir o processo. Pronto, já está curada! É só tomar cuidado para não dar choque térmico, isto é, se tirar a pedra quente do forno e colocar sobre superfície fria vai rachar.  Cuidado! Tirei a dica daqui, mas não foi onde comprei a pedra, ok?

Como aqui em casa a grande maioria dos pães é amassada na máquina de fazer pães, depois que ciclo acaba eu retiro a massa da máquina, moldo e coloco para crescer numa tábua ou vasilha untada com fubá fino. O pão vai crescer novamente e enquanto isso a pedra de pizza vai esquentar no forno até a hora do pão assar. Aproximadamente uma hora.

Na hora de levar o pão para o forno polvilho mais fubá sobre a pedra (o perfume do fubá torrando na pedra é divino) e cuidadosamente deslizo o pão para a pedra.  Quando estiver bem dourado e com som oco ao batermos com os dedos na parte de baixo do pão, está pronto! Deixe esfriar e divirta-se!

Esse pão da foto é o pão de centeio básico aqui de casa, isto é, a base é sempre a mesma, vou variando a quantidade e tipos de farinhas, às vezes coloco um pouco de fubá grosso, um dia nozes picadas, noutro castanhas do Brasil, uvas passas ou casquinhas de limão ou laranja…depende da inspiração.

Pão de Centeio pedra de pizza.3

Pão com centeio

(xícara medidora 240ml)

1 xícara de buttermilk, iogurte, leite ou soro de leite*

1 ovo inteiro na temperatura ambiente

1 tablete de fermento fresco (15g)

1 colher (sopa) de açúcar mascavo ou a mesma quantidade de mel ou melado

1 1/2 xícaras de centeio

1 1/2 xícaras de trigo

uma colher (chá) de sal

um punhado de sementes de Nigella

1 colher (sopa) de manteiga em temperatura ambiente ou óleo de milho

1/2 xícara de uvas passas pretas sem caroço

2 colheres de castanhas do Brasil picadas

*faço o ricota em casa e o soro do leite que sobra uso nas massas de pão e bolo. Nessa usei o soro.

Na cuba da MPF untada com azeite coloque os ingredientes acima e ligue no ciclo Massa. Deixe acabar e coloque a massa para crescer numa tábua polvilhada com fubá fino.  Polvilhe mais fubá sobre o pão e faça cortes com uma faca afiada ou gilette. Leve para um local morno sem corrente de vento e deixe crescer por 45 minutos (usei o forno desligado com a luz acesa). Enquanto isso ligue o forno a 220ºC e coloque a pedra de pizza.

Na hora de assar coloque o pão cuidadosamente sobre a pedra (também polvilhe o fubá sobre a pedra para não grudar o pão, mas só na hora de colocar o pão para assar).   Asse até estar dourado e passar no teste da batida (bata com os nós dos dedos na parte de baixo do pão até que saia um som oco).

Retire do forno e coloque o pão numa grade para esfriar.

O que tem na minha cozinha: Microplane

16 mar

mar10 020

Quem já machucou os dedos tentando ralar uma cenoura, chocolate ou queijo num ralador ruim sabe o quanto é importante ter um bom acessório na cozinha. 

E algumas coisas têm que ser raladas fininho, não adianta colocar no processador, tipo casca de laranja ou limão…não dá certo…

Depois de ficar babando por um ralador Microplane e ler vários posts onde os (as) blogueiros (as) declaram seu amor por esse gadget de cozinha, pesquisei e me assustei…como é caro aqui no Brasil! Tá, eu sei, é importado…mas não precisavam exagerar, o negócio é caaaaaaaaaaro mesmo…lá nos EUA você acha por US$15,00 e o meu veio da Austrália (minha linda e querida prima trouxe!!!) por AUD$29,50 (cerca de R$47,00 hoje). Gente, vale muito a pena…se você comparar com os preços nas lojas brasileiras, que passeiam de R$100 – 180….Fala sério!

Dá para pedir para aquela amiga, prima, namorado ou marido que está fora do país passeando, vale muito a pena!

Esse ralador tem uma história curiosa, foi desenvolvido por uma empresa americana que fabrica peças para trabalhar madeira. Decidiram fazer peças pequenas para serem usadas por carpinteiros em casa ou pequenas oficinas e uma dona de casa angustiada com seu ralador de cozinha, que não funcionava, descobriu que a nova ferramenta do marido ralava super bem a casca da laranja para fazer um bolo! Pronto, estava descoberta a maravilha! De lá para cá a empresa desenvolveu vários tipos de raladores, que variam o tamanho dos furinhos para cada alimento a ser usado. Leia mais aqui.

Ah, só para lembrar, decidi dividir com vocês o que acho que vale a pena na cozinha, com o intuito meramente de compartilhar experiências…. não é propaganda e não ganho nada com isso, ok?

Na próxima viagem para fora ou quando souber que algum conhecido está de passagem marcada, aproveite para turbinar sua cozinha!

Não são indispensáveis mas fazem a cabeça… parte I

3 nov

SiliconeZone mat

Tão logo fico sabendo que algum amigo ou amiga está fora do país corro a pensar em algo “de lá de fora” da minha lista gastronômica …desta última vez foi uma prima que mora na Austrália e vinha de férias…pesquisa daqui, compara preço daqui…vale a pena…pedi e ela trouxe alguns itens que há tempos estão na minha wish list.  Este é um deles…
Este tapete anti-aderente, feito de silicone, é uma beleza para assar biscoitos, barrinhas, focaccias (como esta da foto – receita aqui) e outras guloseimas. 
Feito de silicone super resistente ao calor, o tapetinho está disponível em vários tamanhos e possui marcas para que a pessoa possa cortar no diâmetro da forma que tiver.  Nas laterais há a marcação do tamanho em centímetros e inches (medida americana de comprimento) para facilitar a vida. Não precisa ser untado e depois de usado é só lavar com água morna e detergente. Deixar secar e voilá!  Substitui o papel vegetal (parchment paper) e dura anos e anos…

A primeira vez que li sobre esse acessório anti-aderente foi num blog de culinária americano e a dona do blog dizia que não trocava o tapetinho dela por nada desse mundo, que já tinha há anos e os cookies assados ali ficavam perfeitos.  Com o tempo fui prestando mais atenção e vários blogs de diversas nacionalidades trazem posts com o anti-aderente.  Procurei aqui no Brasil, achei sim, mas o preço não é bolinho….então pedi e saiu por menos da metade do valor cobrado nestas bandas de cá…

Só para vocês terem idéia, o primeiro que vi era feito na França e é o mais caro.  Mas há outras marcas disponíveis e o meu é americano mas comprado na Austrália.  Nesta loja há alguns modelos para vocês terem uma idéia da variedade (não é propaganda, viu?).

O que achei legal é que é reutilizável, anti-aderente, aguenta temperaturas que vão de –50º a 482ºC….e nas receitas que usei deu super certo!

Um senão foi uma receita de pão: o pão ficou lindo, mas de alguma forma a parte de baixo não ficou crocante…vou ter que testar novamente.

Não é indispensável mas se der para ter vale a pena, ok? Não estou de forma alguma fazendo apologia ao consumismo desenfreado…só dando uma dica que acho bem legal! Happy baking!