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Moqueca de manga

4 fev

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Ontem almoçamos essa delícia, uma receita que aproveita o que está na estação, suculentas, perfumadas e lindas mangas! Hummmm! Marido disse ser moqueca de “peixe-manga”. Os temperos deixam um gostinho de moqueca mesmo, não fica doce como sobremesa ou algo do gênero.

Usamos mangas orgânicas, tente conseguir da roça ou de um vizinho…são melhores, senão use as compradas no supermercado mesmo…

Melhor de tudo, receita leve, vegetariana e barata!

Adorei e acho que é a época certa para postar aqui, já que as mangas estão lindas e super saborosas! Aproveitem e façam, não vão se arrepender!

A receita é antiga, copiada pela minha mãe de um programa gringo na TV paga…ela não lembra e não anotou a fonte, disse que era um programa de uma indiana que havia sido educada no Ocidente.

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Moqueca de Manga

(serve 4 pessoas)

1 cebola média em cubinhos

1 lata de tomate pelati ou 6 tomates maduros (sem pele e sementes)

um punhado de cebolinha picada

um punhado de salsinha picada

3/4 de uma pimenta dedo-de-moça picada e sem sementes

sal à gosto

1/2 colher (café) de açafrão

1/2 colher (café) de curry

1 colher (café) de coentro seco (torrado e moído)

um punhado de coentro fresco picado

suco de 1 limão

azeite

8 mangas grandes (10 médias) maduras cortadas em fatias grossas

2 garrafinhas de leite de coco

Numa penela para moqueca ou uma panela grossa, faça um refogado com azeite, tomates, pimenta. Deixe pegar gosto e cozinhar um pouco os tomates. Adicione os condimentos.  Junte o leite de coco e suco de limão. Acerte o sal. No final coloque as fatias de manga e deixe apurar uns 5 minutos. A manga não deve cozinhar muito, deve ficar firme. Sirva quente com arroz branco.


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Farofa de Içá, Bitú ou Tanajura…aceita?

27 nov

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Meu pai me liga para perguntar se queríamos ver como se faz farofa de Bitú, ou Içá ou Tanajura. “Como assim”, pergunto?  “Elas estão caindo do céu por aqui e já catamos uma boa quantidade para fazer a farofa!" disse ele.

Dava para resistir? Eu só tinha ouvido histórias contadas por ele mesmo que quando menino na cidade do interior do Rio de Janeiro, muitas pessoas pagavam às crianças para catar as formigas aladas para fazer a farofa.  Não hesitei, catei a criançada e marido, máquina fotográfica e fomos aprender sobre essa tradição do Vale do Paraíba.

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As formigas saem para começar novos formigueiros, numa louca revoada entre outubro e novembro, lotando o ar e deixando os que gostam da iguaria com água na boca.

Em algumas cidades o preço do litro do içá chega a R$20,00.  E na cidade de  Silveiras, a pouco mais de 200k de São Paulo, o produtor rural e empresário Ocílio José Ferraz, da Fazenda do Tropeiro, compra toda a quantidade que lhe é oferecida, congela e usa durante o ano todo. Dizem que o içá é antibiótico, natural e afrodisíaco…

A tradição veio dos índios que comiam na farofa “os frutos que caiam do céu”. Elas voam desesperadas a caça de um local para iniciar nova colônia e como já estão fecundadas, diz-se que a farofa tem alto teor de proteína. Como são cortadeiras há quem diga que é um controle ecológico.

Enterram-se no chão para começar o formigueiro. Vejam esses buracos com terra fofa ao lado…

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Tomamos um susto ao ver as tanajuras aladas, são enormes! E tem um ferrão que dá medo…dizem que a picada dói mesmo!

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Limpa-se as asas, pernas e ferrão, deixando só o abdômen da formiga. Meu filho ajudou os avós a realizar a tarefa…quase levou uma picada! Confesso que é assustador ver aquelas formigas todas agoniadas…parecem saber o que lhes espera..

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Minha mãe fez a farofa do jeito que está acostumada a fazer farofa…

Farofa de içá

içás limpas (ou seja, só o abdômen, sem o ferrão, asas e pernas)

uma colher (sopa) de azeite

uma pelota de manteiga com sal

sal à gosto

alho espremido

farinha de mandioca flocada

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Colocam-se as içás numa panela, em fogo baixo, até que comecem a torrar. Elas vão inchar um pouco.  Assim que começarem a torrar, junte o azeite, a manteiga e o alho. Alho torradinho, acrescenta-se a farinha de mandioca e deixe pegar um pouco de gosto. Corrija o sal, coloque salsinha e pimenta (opcional) e aprecie.

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A pergunta que não quer calar…se gostei??? Confesso que ainda não foi desta vez que provei…não consegui. Preciso interiorizar um pouco mais a ideia…Mas meus pais comeram e gostaram. Tem gente que acha que parece pipoca, outros dizem parecer aquele camarão pequenino…Experimenta e depois me conta!

Quiche de tomates e cebolas com gostinho francês…

26 ago

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Esta quiche foi inspirada num telefonema da minha irmã mais nova, Maria Rosa, ela e o marido são vegetarianos e ela havia feito esta receita para o jantar… Da França para o Brasil, fiquei com água na boca e resolvi fazer para nós também, simples, saborosa e muito fácil!

Esse verdinho decorando é tomilho-limão, uma erva muito perfumada e saborosa, nativa do mediterrâneo, que agora também habita minha horta! Tenho o tomilho-limão e aquele tipo mais comum, mas há vários tipos, leia mais aqui!

Essa quiche pode ser servida ainda morna ou fria, dependendo da sua vontade e tempo! Para levar a um almoço ou piquenique, fica deliciosa com uma salada de folhas e um grelhado!

A receita da massa é a que minha mãe nos ensinou e a base do recheio também, o que mudam são os ingredientes do recheio. Eu não uso creme de leite pois acho que o iogurte deixa a quiche mais leve.

Quiche de tomates e cebolas

Massa: 180g de manteiga em temperatura ambiente,, 1 colher (chá) de sal,  1 colher (sopa) de água gelada e aproximadamente 2 xícaras de trigo (pode ser que precise um pouco mais)

Misture os ingredientes com as mãos até que esteja uma massa homogênea. Pode ser feita no processador colocando-se os ingredientes e pulsando até que estejam bem misturados.  Forre os fundos e as laterais de uma forma de fundo falso de 25cm.  Com um garfo faça furinhos na massa e leve para pré-assar até que comece a dourar, a massa deve estar firme. Lembre-se que ainda vai assar com o recheio então não deixe dourar muito.

Recheio: 4 tomates grandes italianos bem maduros sem sementes e cortados no comprimento, 3 cebolas médias em rodelas, 3 ovos grandes inteiros, 4 colheres bem cheias de parmesão ralado, sal, 200ml de iogurte natural e páprica doce para decorar (ou coloral)

Bata as claras em neve e reserve. Misture numa outra tigela as gemas, iogurte, sal, os tomates e as cebolas. Junte esta mistura às claras em neve, mexendo delicadamente. Coloque sobre a massa pré-assada, polvilhe a páprica  e leve novamente ao forno para dourar.

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Espere amornar um pouco, desenforme com cuidado para não quebrar as laterais.  Eu uso a estratégia de colocar a forma sobre um vidro para que as laterais saiam mais facilmente. Assim como na foto. A base da forma fica intacta com a quiche.

Eu não tinha outro queijo  então usei parmesão ralado, mas essa quiche fica deliciosa com queijo fontina, provolone ou mesmo muçarela em pedacinhos no recheio.

Guarde na geladeira em recipiente fechado.

Quibe de beringela, recheado, assado e delicioso!

25 out

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Confesso que não sou muito fã de quibe, na verdade não gosto muito da combinação triguilho e carne, prefiro almôndegas acompanhadas de um tabule….mas esta receita me pegou de jeito assim que a vi no blog da Rachel. Muito boa opção para os vegetarianos, viu Mary?

Como tenho tentado variar mais os pratos e diminuir o consumo de carne vermelha, decidi experimentar. A receita é fácil, rende muito bem e o melhor de tudo, fiz, congelei e no dia em que precisei levei direto do freezer ao forno. Ficou delicioso e o marido não acreditou quando eu disse que não tinha carne. O prato é realmente bem leve, servi com salada verde e um molho de iogurte, azeite, sal e hortelâ picada. Aprovadíssimo! Obrigada, Rachel!

A única coisa é que da próxima vez farei duas travessas, já que em casa somos em dois adultos e uma criança e a receita serve tranquilamente 4 adultos.

Segue a receita adaptada.

Quibe assado de beringela

Ingredientes:
– 300 g de trigo para quibe (triguilho)
– 3 berinjelas médias
– 700 ml de água filtrada
– 1 cebola
– 2 dentes de alho
– 1/2 maço de hortelã
– 1 pitada de pimenta síria (não usei pois não tinha)
– sal a gosto
– 1 colher, das de sopa, bem cheia de manteiga
– 200 g de muçarela ralada na parte grossa do ralador (ou mais dependendo do seu amor por queijo)
– 1 tomate maduro em cubinhos
– 80 g de azeitonas verdes sem caroços
– Azeite extra virgem
Modo de Preparo:
Lave muito bem o trigo, coloque de molho em 500 ml de água morna e deixe descansar por 1 hora (o trigo irá hidratar e ficar mole).
Após esse tempo, escorra o trigo em uma peneira e aperte bem com as mãos para tirar o excesso de água.
Eu deixei as beringelas sorarem um pouco antes de cozinhar, descasquei, passei sal grosso em cada metade e deixei escorrer numa peneira por uns 15/20 minutos. Lavei para retirar o sal, piquei as berinjelas em pedaços médios. Leve ao fogo com 200 ml de água e 1 pitada de sal. Cozinhe até ficar macia, escorra e aperte bem para tirar o excesso de água.
Bata a berinjela, a cebola, o alho e o hortelã no liquidificador até virar uma pasta.
Junte essa pasta de berinjela ao trigo e tempere com sal, pimenta síria e manteiga. Misture bem.
Unte um refratário (usei uma cerâmica para forno) com manteiga e coloque a metade do quibe. Recheie com a muçarela, os tomates e a azeitona e regue com bastante azeite.
Cubra com a porção restante do quibe, faça marcas com a faca, regue com azeite e leve ao forno pré-aquecido (200 graus) por meia hora ou até dourar.

*Como eu disse acima, antes de levar ao forno, congelei a travessa de cerâmica refratária coberta com plástico filme e no dia em que precisei retirei do freezer e assei até dourar e ao testar com uma faca verificar que está descongelado. Ficou uma delícia!

Minha versão do Coleslaw

8 set

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Faz tempo que não apareço por aqui, e o feriado prolongado sem acesso ao computador (e com acesso à praia…) ajudou. Já de volta às panelas e ao blog que me dão tanto prazer, trago hoje uma versão bem pessoal da salada de repolho típica americana, chamada “Coleslaw”.

Encontrada em todos os estados dos EUA, o Coleslaw é basicamente uma salada fria de repolho, suavemente agridoce e servida como acompanhamento de barbecues, hamburguers, hot dogs e frango frito. Há também um sanduíche dessa salada. As variações nos ingredientes são inúmeras e o segredo é deixar o molho curtir na salada antes de servir, então, deixe umas 2 horas na geladeira depois que prepará-la.

Normalmente faz-se a salada usando maionese para dar liga ao molho, mas um iogurte mais denso dá conta do recado e é menos calórico.

Esta receita fiz com um repolho lindo que ganhei de uma vizinha muito generosa, ela possui uma chácara e trouxe a feira: alface americana, almeirão, agrião, espinafre, repolho verde e roxo, couve…uma delícia!

Coleslaw

(para 2 pessoas como entrada ou para 1 faminto como refeição)

1/3 de um repolho roxo cortado bem fininho (usei o processador de alimentos com a lâmina lascas)

1 laranja Bahia em cubos (descascada, sem caroços e sem a parte branca)

1 maçã Fuji em cubinhos (descascada, sem sementes)

1/4 de xícara de noz pecan picada grosseiramente (reserve umas duas metades para enfeitar)

gergelim preto (ou sementes de linhaça, ou girassol, escolha sementes de sua preferência)

azeite de oliva

sal

1 1/2 colheres (sopa) de maionese light

um tiquinho de vinagre

Misture o azeite, sal, maionese e o vinagre e incorpore bem.

Numa tigela coloque os outros ingredientes e misture o molho. Leve para refrigerar por umas duas horas antes de servir, tampado com filme plástico.

Não coloquei açúcar pois a laranja deu o doce necessário à salada.

Refeição maravilhosa e refrescante!

Escondidinho de carne moída com purê de couve-flor

2 ago

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Na minha geladeira dava sopa metade de uma mega couve-flor, perto dela uma bandeja de carne moída precisava ir para a panela e os queijos já estavam dando alguns suspiros finais.

Daí nasceu o jantar daquele dia, lembrei-me de uma receita que li de um purê de couve-flor e achei que a combinação ficaria bem interessante. E ficou uma delícia, além de abrir outra possibilidade para o uso da couve-flor.

Escondidinho de carne moída com purê de couve-flor

(para 3 pessoas)

Purê de couve-flor: cozinhe metade de uma couve-flor grande (ou uma média) no vapor até ficar macia mas não molenga.  Retire da vaporeira (ou da água se cozinhar por imersão) e coloque numa tigela. Com as pás da batedeira faça um purê, ou use espremedor de batatas (já quebrei dois então desisti deles…). O purê não fica super lisinho como o de batatas, mas tudo bem, textura é legal!

Coloque o purê numa panela, leve ao fogo médio/baixo, junte um pouco de manteiga (uma colher de sopa cheia) e sal. Acrescente um pouco de leite e misture para que fique homogêneo.  Caso goste pode acrescentar pimenta do reino. 

À parte doure duas colheres (de sopa) de bacon picado com um pouco de azeite. Deixe ficar crocante. Misture no purê. Reserve.

Carne moída: numa panela doure uma cebola pequena picadinha e dois dentes de alho espremidos com um pouco de azeite. Coloque 250g de carne moída (patinho, acém, paleta…) e deixe dourar bem no fogo médio.  Quando a carne estiver bem bronzeada corrija o sal e acrescente um tomate cru picadinho (sem sementes).  Deixe pegar gosto e por último coloque cheiro verde picadinho. Eu gosto de usar uma colherinha (de café ) de molho barbecue para dar um gostinho, mas isso é gosto daqui de casa.

Montagem do prato: unte um refratário com manteiga e depois farinha de rosca. Coloque uma camada de purê de couve-flor e a carne moída. Cubra com o restante do purê e por último coloque 1/4 xícara de queijo muçarela e 1/4 xícara de queijo gruyére. Ou o queijo que lhe agradar mais, lembre-se apenas que deve derreter fácil. Polvilhe orégano.

Leve para gratinar e sirva com salada verde e arroz.

Frango marroquino com limão e azeitonas

23 jul

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Meus dias têm sido meio corridos…férias escolares significam menos tempo para blogar e fazer minhas coisas e muito mais tempo para brincadeiras e passeios com o meu pequeno.

Cansativo…pois é…mas é tão bom ver a carinha feliz dele! Nossos dias são preenchidos com piqueniques, sessões de cinema com a turminha de amiguinhos, lanches divertidos  e muita, muita brincadeira!

Apesar do tempo mais curto não dá para deixar de comer…então outro dia fiz esse frango delicioso que achei no blog da Anna. A receita ficou uma delícia e só reforçou a vontade de testar as outras receitas dela. Valeu pela dica, Anna! Adoramos!

Não tenho um verdadeiro Tajine, que é a panela marroquina usada para fazer esse tipo de comida.  Usei uma panela de ferro daquelas mineiras, ótima para cozidos!

“A Tajine resiste a temperaturas elevadas de cozedura e é dotada de uma tampa cônica, concebida de forma que todo o vapor condensado volte para o fundo da panela. Sem a tampa, a base pode ser levada para a mesa para o prato ser servido.

Os pratos de tajine são cozinhados lentamente, a temperaturas baixas. Deste processo, resulta carne tenra, soltando-se dos ossos, com vegetais aromáticos e molho. A tampa possui uma espécie de maçaneta no topo, que facilita a sua remoção. Durante a cozedura, a tampa pode ser levantada sem a ajuda de pegas, permitindo ao cozinheiro verificar os ingredientes, adicionar vegetais, mexer e adicionar líquido, caso seja necessário.” Fonte: wikipédia

Segue a receita traduzida lá do Chef Wanabe, com algumas pequenas modificações ao nosso gosto.

Frango marroquino com limão e azeitonas

· 2 colheres (chá) de páprica doce

· 1 colher (chá) de cominho (não usei)

· 1 colher (chá) de de gengibre em pó (usei 2)

· 1 colher (chá) de cúrcuma ou açafrão da terra (não tinha)

· 1/2 colher (chá) de canela em pó

· 1/4 colher (chá) de pimenta do reino moída na hora

· 2 colheres (sopa) de azeite

· 1 frango médio cortado em 8 pedaços (usei 6 coxas e sobrecoxas desossadas)

· Sat, 3 dentes de alho,

· 1 cebola picadinha

· zest de um limão

· 1 xícara de azeitonas verdes (usei pretas sem caroço)

· 1/2 xícara de uvas passas sem semente

· 1/4 xícara de coentro fresco picado (não usei) 

·1/4 xícara de salsinha picada

· 1/4 xícara de damascos secos picados grosseiramente

· 1/2 xícara de água morna

Misture os temperos numa tigela grande.  Lave e seque o frango e coloque na tigela com as especiarias.  Use as mãos para que frango fique bem coberto com os temperos. 

Deixe o frango nessa mistura por pelo menos 1 hora.  Aqueça uma panela de ferro com o azeite e doure o frango.   Coloque sal com parcimônia pois as azeitonas já são salgadas.  Deixe dourar bem. Junte o alho e a cebola e deixe pegarem cor. Ao final junte as uvas passas e os damascos.  Coloque a água. Tampe e deixe cozinhar um pouco. Quando o frango estiver macio desligue, salpique salsinha e o coentro (se for usar) e enfeite com umas rodelas de limão. Sirva quente.

Caso esteja usando um Tajine não precisa dourar o frango, aqueça o Tajine e use um difusor de calor.   Junte o alho e a cebola e depois os frutos secos.  Cubra e deixe cozinhar.  Antes de servir reserve desligado por 15 minutos.