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Bolo de pecan, melaço e bourbon

9 out

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Apesar do sumiço por estas bandas tenho cozinhado e testado algumas delícias…esta é uma delas.

Assim que coloquei os olhos na foto desse bolo e li a receita fiquei totalmente obcecada para experimentar.  Dei uma indireta (?) para minha mãe e mostrei a ela a receita, foi batata, ontem fizemos a maravilha! A 6 mãos, já que meu Galego também ajudou! Uma farra na cozinha!

Fica difícil tentar explicar o que é o sabor dessa iguaria, as pecans dão um toque para lá de especial e a calda de bourbon tira o fôlego e te dá ideias não muito publicáveis por estas paragens… Maravilhoso, só isso que posso dizer. Há tempos não comia um bolo que caísse nas minhas graças assim! E a calda…ai, a calda… Ficará deliciosa sobre bananas assadas e sorvete, sensual sobre uma tartelete de nozes e macadâmias, de suspirar sobre um bolo de banana…ainda bem que rende bastante e dá para experimentar em outros pratos!

É um bolo com cara de festa, tem jeito de bolo de Natal e fizemos na segundona…quer coisa melhor? Corre lá e vai experimentar, tenho certeza que irá entrar no seu top 10! A receita veio do Gastrolândia, que tem muita coisa boa e interessante.

A receita é essa, como está no site, só diminuí um pouco a quantidade de açúcar na massa e usei creme de leite de caixinha, que era o que havia em casa.

Bolo de pecã, melaço e bourbon

(xícara 240ml)

Ingredientes para o bolo:

  • 3 1/4 xícaras farinha de trigo peneirada
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • 3/4 colher de chá de sal
  • 1 xícaras de açúcar (usei 1/2 xícara)
  • 1 xícara de açúcar mascavo
  • 1 xícara de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 1 colher de chá de extrato de baunilha
  • 4 ovos grandes
  • 1 1/2 xícara de leite integral
  • 1 xícara de pecãs, torradas, picadas finamente
  • 1/4 xícara de xarope de milho (Karo e afins)
  • 1/4 xícara de melaço de cana (encontrado na prateleira de produtos naturais do supermercado)
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de só

Ingredientes da calda:

  • 2 colheres de chá de água
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 2 xícaras de açúcar
  • 1 xícara de creme de leite fresco (usei de caixinha mesmo)
  • 1 xícara de manteiga sem sal
  • 2 colheres de chá de xarope de milho
  • 2/3 copo de bourbon

Modo de preparo do bolo
Pré-aqueça o forno em temperatura média. Unte com manteiga uma assadeira média com furo no meio.

Em um tigela, coloque a farinha de trigo, o fermento e o sal.

Em outra, bata com batedeira o açúcar normal e o mascavo, a manteiga e a baunilha até se tornar uma mistura cremosa.

Incorpore os ovos, um por vez. Jogue dentro desta tigela, aos poucos, a mistura de farinha de trigo, alternando com o leite.

Coloque metade desta massa na forma untada. Em outra tigela, coloque as pecans, o xarope de milho, o melaço e bata, com batedeira, até misturar bem.

Incorpore o bicarbonato. Jogue essa mistura na metade restante da massa e bata, novamente.

Coloque delicadamente sobre a massa já na forma. Asse em forno médio por cerca de 45 minutos ou até inserir um palito de fósforo no centro do bolo e este sair seco.

Modo de preparo da calda
Misture 2 colheres de chá de água eo  bicarbonato de sódio em uma tigela pequena e mexa até dissolver. Numa panela, coloque o açúcar, a manteiga, e o xarope de milho e leve ao fogo alto — mexendo sempre — até que o açúcar e a manteiga derretam. Reduza o calor, adicione a mistura de bicarbonato e ferva, sem esquecer de mexer, até que vire uma calda espessa e dourada (cerca de 8 minutos). Retire do fogo, adicione o creme de leite e o bourbon.

Assim que o bolo esfriar, desenforme-o em um prato e coloque a calda quente sobre ele. Deixe esfriar antes de comer.

Dos deuses!!!!

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O forno da minha mãe é muito quente e não assou o bolo por igual, mas isso em nada interferiu no sabor divino! E com o passar dos minutos a calda vai ficando mais espessa e mais apetitosa!

Navajo frybread / Pão frito Navajo

25 jun

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Numa viagem ao Grand Canyon há muito tempo experimentei num café esses pães fritos! Nunca mais esqueci a maravilha e a beleza que são! Lembro que no momento em que comi pensei : “tenho que procurar a receita e fazer para minha mãe”…bem, demorou só uns 20 anos…mas fiz e agora divido com vocês.

Foram servidos quentinhos com mel e canela, como um lanche mesmo, mas pela pesquisa que fiz aprendi que também são chamados Navajo tacos, isto é, podem ser recheados com carne, queijo ralado, alface e molho, proporcionando uma completa refeição. Ou mesmo como acompanhamento para um ensopado ou sopa. Simplesmente maravilhosos, experimente, vá por mim!

E você pode até recheá-los, abrindo como um pão tipo pita!

A história do Navajo frybread não é poética,  os Navajos, tribo indígena nativa americana, tiveram suas terras invadidas pelos colonizadores europeus, cujo objetivo era conquistar suas terras para construir novas cidades e nova vida na América.  A luta foi feroz e os colonizadores acabaram vencendo, fazendo com que os Navajos fossem retirados da sua terra natal e realocad0s em uma área distante de onde moravam. Os novos acampamentos eram muito populosos e a comida era escassa. O governo americano fornecia trigo, açúcar, banha, fermento (químico e biológico) e leite em pó. Com esses ingredientes o Navajo frybread apareceu como uma alternativa para alimentar os índios. Para algumas tribos o frybread é uma comida de tradição sagrada, para ser consumido pelos índios até que a terra seja purificada novamente. (fonte snowowl.com)

Esta receita rendeu 12 pães. A dica é esperar o óleo esquentar bem para que os frybreads inflem e não encharquem. Fácil e rápido.

A receita veio daqui.

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Navajo frybread

(xícara 240ml)

Ingredientes:

· 2 xícaras de farinha de trigo

· 1 1/2 colher (chá) de fermento em pó (para bolo)

· 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco

· 1/2 colher (chá) de sal

· 3/4 – 1 xícara de leite quente (43ºC)

· 1 colher (sopa) de manteiga (sem sal) amolecida

· óleo de milho ou girassol para fritar(use o de sua preferência)

Modo de fazer:

  • Numa tigela misture a farinha de trigo, fermento em pó, fermento biológico e o sal.
  • Em outra tigela misture a manteiga no leite quente e depois junte aos ingredientes secos.  Vá misturando com uma colher de pau até que os ingredientes estejam bem incorporados e a massa esteja homogênea.
  • Se massa estiver um pouco grudenta e elástica pode-se adicionar o 1/4 de xícara de leite restante. (Não precisei fazer isso).
  • Cubra a massa com filme plástico e deixe descansar por 10 minutos.
  • Divida a massa em 12 porções iguais. Com as mãos ligeiramente enfarinhadas e numa superfície também enfarinhada vá trabalhando uma porção de cada vez.
  • Com o rolo abra cada pedaço até atingir um círculo de aproximadamente 12cm de diâmetro.
  • Aqueça uma frigideira funda com o óleo. Quando estiver bem quente coloque um disco de massa por vez e frite até dourar, nos dois lados.

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  • Remova da frigideira e deixe escorrer o excesso de óleo em papel toalha.
  • Sirva como taco (salgado) ou como lanche ou sobremesa, com mel e canela, com manteiga, com geléia, com frutas…
  • Maravilha!!!!
  • Aqui em casa foi o lanche, com uma xícara de café bem quentinho! Hummmmmmm!

Sabia que no Peru há um pão bem parecido chamado Cachanga? Veja aqui.

Bolo de chocolate meio amargo, pera e pistache …

22 jun

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Chocolate é meu fraco, mesmo sem dever, pois a dor de cabeça vem certa logo depois de comê-lo. Não resisto a uma boa receita…e esta me pareceu “a receita” quando minha prima me mandou lá da Austrália…pois é, este é importado!!!! A receita foi uma amiga dela que deu…então não sei a fonte.

Acabei demorando um tantinho para fazer, este final de semana resolvi que era a hora e fiz especialmente para o marido!

Esse bolo é muito especial, diferente e é daquelas receitas para na manga para receber uma visita tchan ou para uma reunião de amigos que queremos fazer bonito! Delicioso e lindo!

Só diminui a quantidade de pistaches pois a coisa até tá cara, hein???

Ah, e fiz em duas formas redondas de 19cm de diâmetro e 4cm de altura, os bolos ficaram ótimos. A ideia era fazer um bolo de dois andares, mas houve um imprevisto e um dos bolos foi parar no chão…

Depois de contar até mil, resolvi que um era melhor do que nenhum e deu tudo certo. Olhem que delícia!

DSC09125(rendeu 2 bolos de 19cm diâmetro e 4cm altura)

Bolo de chocolate meio amargo, pera e pistache

xícara 240ml

Ingredientes:

  • 200g chocolate meio amargo picado
  • 70g (aproximadamente 3/4 xícara) pistaches (mais alguns para decorar)
  • 150g manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 150g açúcar
  • 3 ovos em temperatura ambiente
  • 150g farinha de trigo (peneirada)
  • 1 colher (chá) de fermento em pó
  • 1 pera (sem pele e sementes) em pedacinhos

Ganache de chocolate:

  • 150g chocolate meio amargo picado
  • 1 lata de creme de leite (aumentei a quantidade pois queria fazer recheio e cobertura)

Modo de fazer:

  • Pré-aqueça o forno a 160ºC.  Bata o choclate e o pistache no processador até que fiquem como migalhas, reserve. (Eu piquei na faca mesmo e deu certo).
  • Bata a manteiga e o açúcar na batedeira até que fique uma mistura fofa. Acrescente os ovos um a um, batendo até que estejam incorporados.
  • Junte então a farinha de trigo e o fermento. Acrescente a mistura de pistache e chocolate e por último a pera em pedacinhos, misturando com uma colher de pau.
  • Leve ao forno em uma assadeira alta de 22cm diâmetro ou duas pequenas, untadas e enfarinhadas.
  • Asse até passar no teste do palito. Deixe esfriar e desenforme.
  • Para fazer a ganache: aqueça o creme de leite numa panela até quase ferver, retire do fogo e junte o chocolate picado. Mexa bem até que derreta o chocolate. Aguarde endurecer um pouco, 5-10 minutos, e cubra o bolo.
  • Jogue pistache picado sobre a ganache e espere um pouco para que a cobertura firme (20 minutos).
  • Este bolo dura uns 3 dias em recipiente hermético.

Sem a cobertura já é delicioso, com essa ganache então…ai…ai..

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Torta americana de maçã para esquentar e fazer feliz

2 jun

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(a foto foi tirada no final da tarde, com chuva…iluminação ruim…pena…ao vivo estava espetacular!)

Torta de maçã… uma paixão antiga, desde a infância quando lia histórias em quadrinhos do Pato Donald. A Vovó Donalda fazia aquelas maravilhosas tortas e as colocava fumegantes na janela da casa para esfriarem e sempre havia algum espertinho de olho para aproveitar a deixa e “nhac”. Provavelmente uma grande maioria dos leitores e amigos do blog desconhecem do que estou falando…mas meus amigos do século passado me entendem….

Daí conheci uma torta especialíssima feita pela tia Graciana, normalmente para acompanhar um frango ou pato assado…perfeição! Mas essa é segredo de família…

E depois conheci a verdadeira torta americana, na fonte…maravilha! Lembro-me de um passeio que fiz pelas terras Yankes quando visitei uma pequena cidade na Califórnia e tomei um café com torta de maçã quentinha e sorvete de canela….hummmmmmmm! As memórias gastronômicas ficam para sempre!

Esta receita me cativou na hora em que vi a foto dessa torta no blog da Paula!!!! Separei para testar e aí veio este final de semana de feriado, com friozinho…achei que era o momento perfeito! E que perfeição…acabou num piscar de olhos!

Fiz exatamente como ela ensina, só que usei maçãs Fuji e fatiadas bem fininho, apenas por gosto pessoal. Cheguei a cogitar usar um tempero que tenho e gosto chamado “Four Spices”, mas consegui resistir à minha mania de mudar as receitas na primeira vez em que faço, e aí ficou como ela descreve.

Na cobertura da torta resolvi fazer uma treliça com a massa para dar um toque e achei que ficou super bonita, modéstia à parte.

Para ser feita muitas e muitas vezes…acompanhada de um sorvete de canela (que ainda vou experimentar fazer), de creme, de chocolate e sem sorvete…deliciosa!

Segue a receita tal como a Paula postou, fiz algumas anotações pessoais!

Torta americana de maçã da vovó (receita daqui)

xícara 240ml

*Massa Brisée

(essa massa é um espetáculo! Acho que irei adotá-la….)

· 2 1/2 xícaras de farinha de trigo

· 1 colher de sopa de açúcar

· 1 colher de chá de sal

· 200g de manteiga gelada, cortada em pedacinhos (sem sal)

· 1/4 de xícara de água bem gelada (deixe um pouquinho a mais reservado, se precisar)

* Para o recheio

· 8 maçãs médias ácidas (usei Fuji) descascadas, sem o miolo e cortadas em fatias finas

· 1/4 de xícara de açúcar cristal

· 1 colher de chá de canela em pó

· noz moscada a gosto (opcional) – eu usei e ficou muito bom!

· 1 colher de sopa de suco de limão

· 1 colher de sopa de maizena

· 30g de manteiga cortada em pedacinhos (xi, esqueci!)

Para pincelar

· 1 gema, misturada com 1 colher de sopa de creme de leite (usei leite mesmo)

· açúcar cristal para polvilhar

Massa: No processador, pulse juntos a farinha, açúcar e sal para misturar. Junte os pedacinhos de manteiga gelada, e pulse algumas vezes para obter uma farofa grossa, com pedaços de manteiga maiores (os maiores devem ter o tamanho de ervilhas).  Com o processador ligado, junte a água gelada até a massa se juntar ligeiramente.

Passe para uma superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo e junte delicadamente a massa (vai estar um pouco seca e quebradiça, mas apertando um pouco ela se junta) formando uma bola. Se estiver ainda muito seca e não der pra juntar, espirre um pouquinho mais de água. (*Eu não tive grandes dificuldades…não usei mais água, a massa chegou junto direitinho!)Essa massa não deve ser amassada nem trabalhada em excesso, senão fica dura. Divida em duas partes e embrulhe em plástico. Deixe descansar na geladeira por 30 minutos. Reserve.

Numa tigela grande, misture as maçãs, açúcar, canela, noz moscada, suco de limão e a maizena com as mãos. Reserve na geladeira enquanto abre a massa.

Separe uma forma para tortas de vidro refratário redonda de 20cm.

Numa superfície de trabalho polvilhada com farinha de trigo, abra um dos discos de massa com o rolo e estique o suficiente para cobrir o fundo e laterais da forma. Ajeite com as mãos – se quebrar é só pressionar para remendar.

Corte a sobra de massa com uma faca ou tesoura e leve a forma forrada de massa ao freezer por 10 minutos.

*Prepare a tampa da torta: abra o segundo disco de massa. Coloque o recheio de maçãs sobre o fundo já preparado, formando um monte alto no centro e distribua os pedacinhos de manteiga por cima. Coloque o disco de massa da tampa sobre o recheio pressionando levemente,  sele as laterais com um garfo ou apertando com os dedos para formar um desenho bonitinho. (Eu fiz uma treliça com faixas de massa, coloquei as faixas de massa presas num lado, depois fui trançando as outras e colei nas bordas). Faça três furos com uma faca no topo da torta para escapar o vapor. Leve ao freezer por 20 minutos, enquanto aquece o forno a 200 graus. (Meu forno já estava quente, um pão havia acabado de ser assado. Pulei essa etapa do freezer por 20 minutos).

Coloque a torta sobre uma assadeira forrada com papel manteiga (dá menos trabalho pra lavar depois). Pincele com a mistura de gema e creme de leite (usei leite integral) e polvilhe com bastante açúcar cristal.

Asse por 20 minutos, até começas a dourar. Reduza o forno para 180 graus e asse por mais uns 40 minutos, até estar bem dourada. Deixe amornar e sirva – a torta é melhor consumida no mesmo dia em que foi feita, porque o recheio começa a amolecer a massa.

No dia seguinte o recheio endurece mais, fica mais fácil e bonito de servir, se sobrar para o dia seguinte…

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Pastiera di Grano, antes, durante e depois da Páscoa…

24 abr

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Uns dias antes da Páscoa meus pais ganharam um pedaço de uma Pastiera di Grano, uma torta preparada na Páscoa, típica de Nápoles, Itália. Experimentei e adorei! Já tinha ouvido e lido a respeito mas a torta me parecia muito elaborada e ainda não tinha me animado a testar alguma receita.

Depois de provar a torta eu e minha mãe ficamos encantadas e passamos um bom tempo confabulando sobre sua origem, ingredientes, etc… Acabei me encantando pela receita da Carla Maicá, do maravilhoso blog  Cucina Artusiana, que me pareceu perfeita. Fiz duas alterações, usei casquinhas de mexerica cristalizadas no recheio e tive que tirar um pouco do trigo para caber na minha forma. 

A torta exige preparação, então não dá para fazer de última hora, mas é tranquilo.  Recomendo muito!!! Experimentem essa maravilha! E não só para comer na Páscoa…

Tradicionalmente preparada pelas donas de casa napolitanas para presentear os amigos e familiares na Páscoa, essa torta celebra a chegada da primavera e apesar de rústica  é saborosa e muito especial.

Quer saber mais sobre esse doce, leia aqui.

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Pastiera di Grano – Torta Napolitana de Páscoa (receita bem pouco adaptada do Cucina Artusiana)

Ingredientes
Trigo
250 gramas de trigo integral (em grãos) deixados de molho por 3 dias
01 litro de leite integral
Massa
250 gramas de farinha de trigo
02 gemas
75 gramas de açúcar
60 gramas manteiga sem sal
½ xícara de água fria
½ colher (sopa) de canela em pó
Creme
02 gemas
75 gramas de açúcar
250 ml de leite integral – Use o leite que foi cozido o trigo
35 gramas de farinha de trigo
Casca ralada de 01 limão
01 colher (chá) de essência de baunilha
Ricota
500 gramas de ricota fresca sem sal
03 ovos inteiros
03 gemas
400 gramas de açúcar
01 colher (chá) de canela em pó
01 colher (sopa) de Cointreau (licor de laranja)
01 colher (sopa) de essência de baunilha
Açúcar de confeiteiro para polvilhar                                   
2 colheres de casquinhas de mexerica cristalizadas (em pedacinhos)


Preparo

Cozinhe o trigo em água nova por 40 minutos. Escorra, junte o leite e leve ao fogo baixo, mexa algumas vezes para não grudar no fundo da panela. Cozinhe até ficar macio, aproximadamente 1 hora. Retire metade do leite do cozimento e utilize este leite retirado para fazer o creme.

Bata todos os ingredientes da massa no processador até obter um composto homogêneo. Faça uma bola com a massa, enrole com filme PVC e leve ao refrigerador por 40 minutos. Passado este tempo abra a massa com espessura de 2 centímetros e coloque sobre o fundo e bordas de uma forma de 25 centímetros com aro removível. Leve novamente ao refrigerador até a hora da montagem.

Para o creme bata bem as gemas com o açúcar. Acrescente o leite e a farinha de trigo. Misture bem, leve ao fogo baixo, junte a casca de limão e mexa até começar a engrossar. Adicione a baunilha e passe por uma peneira.

Amasse a ricota e reserve. Bata os ovos e as gemas e o açúcar. Junte a ricota e misture. Acrescente os outros ingredientes e misture bem.

Pré aqueça o forno a 180º C.

Em uma tigela grande coloque o creme de ricota, o trigo e o creme. Misture bem e despeje sobre a massa. Asse por aproximadamente 02 horas, até a superfície dourar. Desligue o forno e deixe a torta esfriar lá dentro. Sirva em temperatura ambiente polvilhada com açúcar de confeiteiro.

Observação do Mangia: minha forma de fundo falso não é muito alta, então tive que tirar 1 1/2 xícaras do trigo já cozido na hora de misturar com os outros ingredientes para assar…ou não caberia na forma. Usei para fazer pão.

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Sorvete de tangerina com Grand Marnier

19 abr

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Frio é uma delícia para comer chocolate, não? O corpo pede mais energia e aí nada como um pedaço (ou vários) de chocolate, mas e se você tem sempre dor de cabeça quando come chocolate? Daí fica difícil, ou come e segura a onda ou vai procurar algo que possa saciar a vontade (necessidade) que insiste em te cutucar…

Eu faço parte da segunda turma na maioria das vezes, algumas vezes não resisto e como o bendito chocolate torcendo para a dor de cabeça ir chatear em outro lugar…

Mas quando consigo ser mais comportada é porque algo diferente está a se formar no meu arquivo gastronômico cerebral…desta vez foi um sorvete que há tempos eu queria fazer. Tangerina com licor de laranja…pensei e repensei várias vezes a receita mas ainda não tinha conseguido testar…Ou não era época de tangerina ou não tinha o tal licor. Desta vez o Céu estava a meu favor…ganhei da mãe do marido um Grand Marnier, lacrado…na hora em que ela me deu veio a vontade do sorvete com o licor de novo…mas não havia tangerina perto.

Pois bem, o sorvete é DIVINO, isso mesmo, em letras garrafais. Ficou uma delícia e era bem mesmo o que eu estava querendo. Anote e faça, depois me conte se não é a maravilha dos sete mares?

Como eu já disse antes, aqui em casa sorvete é para todas as estações, mesmo no frio todos amam!

Mas esse sorvete é para os mais velhos…o licor é forte e álcool e criança não combina, não é?

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Sorvete de Tangerina com Grand Marnier

Ingredientes:

sumo (coado) de 6 ou 7 tangerinas grandes

1 lata de creme de leite com soro

3/4 de uma caixinha de leite condensado (adoçe mais ou menos, conforme seu gosto)

zest de uma tangerina bem madura (tire antes de fazer o suco)

1 dose generosa de licor Grande Marnier (ou similar)

Modo de fazer: coloque no liquidificador o suco, creme de leite e o leite condensado e bata bem. Leve à geladeira por uma hora ou duas. Ligue a sorveteira e despeje o líquido e deixe a mágica acontecer. Quando o sorvete estiver quase no ponto adicione o licor e o zest da tangerina.  Coloque num pote próprio e leve ao freezer por uma hora aproximadamente. 

Delícia!!!!

Melhor de tudo: o sorvete não fica duro tipo pedra…ele ainda fica cremoso no dia seguinte…se você não acabar com tudo…eu guardei para tirar a foto…

Sorry pelas fotos não muito boas…a luz estava ruim e o sorvete derretendo muito rápido!

Figo seco recheado com nozes…

21 mar

Figo recheado com nozes (4)

Amo frutas secas, para mim não importa se é inverno, época em que nosso corpo pede comidas mais calóricas, mas em todas as estações as frutas e frutos secos estão presentes nas refeições e pratos que preparo. Uma salada com um mix de folhas verdes, um bom tempero com azeite extra virgem e vinagre de frutas vermelhas fica melhor ainda com pedacinhos de castanhas do Brasil ou avelãs, não? E pão integral feito com uvas passas ou cranberries e nozes? Macarrão com um molho branco e pistaches?

Sirva esses figos secos recheados com nozes e um vinho moscatel ou Porto e tenha certeza de que a refeição será fechada com chave de ouro! Perfeitamente saboroso, reconfortante e melhor ainda, saudável! Ou então quando bater aquela fome no meio da tarde prefira este lanche ao salgadinho ou comida industrializada.

Figo recheado com nozes

De acordo com a nutricionista Adriana Pessôa, em seu blog Vida Integral, o casamento dos figos e nozes é repleto de nutrientes.  A nutricionista escreve que “O figo é rico em fibras, potássio e magnésio. Os benefícios para a saúde incluem: prevenção de câncer e doenças cardiovasculares, auxílio na redução e manutenção do peso, melhora de problemas intestinais. As nozes são antioxidantes excepcionais. Ricas em vitamina E e omega 3 reduzem o colesterol LDL e diminuem a inflamação no corpo. Um alimento para manter o cérebro (e sua pele) jovem.”

Corte um figo seco ao meio sem separar as metades e recheie com meia noz mariposa. Arrume em um prato bonito e sirva!

Ganhei um quilo desses lindos figos e um pote de nozes…hummmmm! Dica do meu pai!