Archive | novembro, 2012

Cupcakes de choco vanilla

29 nov

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Ontem foi aniversário da professora do meu pequeno…ele me pediu para fazer uns bolinhos ou cookies para levar para a tia.

Como resistir a um pedido desses? Lembrei que minha irmã tinha me falado de uma receita de cupcakes da Martha Stewart que ela fez algumas adaptações e resolvi testar. Mais uma vez minha irmã acertou! Ultimamente ela tem estado meio afastada da cozinha dela…trabalha na área de eventos de um hotel…mas sempre acerta! Ô mão boa!  De outra feita uma receita de bolo de fubá virou bolo de chocolate e ficou deliciosa…veja aqui.

Anyway…a receita é fácil e uma delícia! Os cupcakes são super fofos e saborosos, nada de muito doce. A cobertura foi uma ganache e o sorriso do filhote quando cheguei na escola com os cupcakes embrulhados para a professora, não tem preço!  Um agradinho simples e de coração! Assim vamos levando as coisas por aqui, ensinando os pequenos que simples gestos tornam o mundo melhor.

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A receita, com tradução livre e adaptações da minha sister querida!

Choco Vanilla Cupcakes (adaptado da Martha Stewart)

(xícara 240ml) – rendeu 11 cupcakes

125 grs de manteiga (melhor sem sal)

3/4 xícara de açúcar refinado

1 colher (chá) de essência de baunilha

2 ovos em temperatura ambiente

1 1/4 xícara trigo peneirado

1 colher (chá) fermento em pó

2/3 xícara de chocolate em pó

3/4 xícara de leite

Modo de fazer:

Aqueça o forno a 160ºC.

Coloque a manteiga, açúcar e baunilha em uma vasilha e bata até ficar pálido.

Acrescente gradualmente os ovos, um a um, batendo bem.

Acrescente o trigo, fermento, chocolate e leite aos poucos, alternadamente.

Coloque a massa nas forminhas de cupcake, preenchendo 3/4 do volume. Nós usamos forminhas de papel dentro de forminhas de muffins de alumínio untadas na borda com um tiquinho de manteiga para não grudar os cupcakes.

Asse em forno médio por 20 a 25 minutos ou até passar no teste do palito. Coloque numa grade para esfriar e depois decore a seu gosto. Eu usei uma ganache de chocolate, simples e muito gostosa!

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Ganache de chocolate

3/4 de uma barra de 170g de chocolate meio amargo

1/2 lata de creme de leite

Coloque uma panela com água para ferver e sobre ela um bowl de vidro, tomando cuidado para a água não chegar até o fundo do bowl.

Coloque o chocolate em pedacinhos e o creme de leite no bowl e vá mexendo até que o calor da água evaporando da panela derreta o chocolate. Mexa sempre. Quando começar a derreter tire o bowl do fogo e com uma espátula ou fuet misture bem para acabar de derreter o chocolate e a ganache ficar homogênea. Se ainda não tiver sido suficiente para derreter o chocolate todo, volte o bowl sobre a panela no fogo.

Mexa bem até começar a esfriar. Pode ser aplicado sobre o cupcake ou bolo com espátula ou usando um saco de confeiteiro, como eu fiz. Espere um pouco para que a ganache firme e sirva!

Farofa de Içá, Bitú ou Tanajura…aceita?

27 nov

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Meu pai me liga para perguntar se queríamos ver como se faz farofa de Bitú, ou Içá ou Tanajura. “Como assim”, pergunto?  “Elas estão caindo do céu por aqui e já catamos uma boa quantidade para fazer a farofa!" disse ele.

Dava para resistir? Eu só tinha ouvido histórias contadas por ele mesmo que quando menino na cidade do interior do Rio de Janeiro, muitas pessoas pagavam às crianças para catar as formigas aladas para fazer a farofa.  Não hesitei, catei a criançada e marido, máquina fotográfica e fomos aprender sobre essa tradição do Vale do Paraíba.

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As formigas saem para começar novos formigueiros, numa louca revoada entre outubro e novembro, lotando o ar e deixando os que gostam da iguaria com água na boca.

Em algumas cidades o preço do litro do içá chega a R$20,00.  E na cidade de  Silveiras, a pouco mais de 200k de São Paulo, o produtor rural e empresário Ocílio José Ferraz, da Fazenda do Tropeiro, compra toda a quantidade que lhe é oferecida, congela e usa durante o ano todo. Dizem que o içá é antibiótico, natural e afrodisíaco…

A tradição veio dos índios que comiam na farofa “os frutos que caiam do céu”. Elas voam desesperadas a caça de um local para iniciar nova colônia e como já estão fecundadas, diz-se que a farofa tem alto teor de proteína. Como são cortadeiras há quem diga que é um controle ecológico.

Enterram-se no chão para começar o formigueiro. Vejam esses buracos com terra fofa ao lado…

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Tomamos um susto ao ver as tanajuras aladas, são enormes! E tem um ferrão que dá medo…dizem que a picada dói mesmo!

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Limpa-se as asas, pernas e ferrão, deixando só o abdômen da formiga. Meu filho ajudou os avós a realizar a tarefa…quase levou uma picada! Confesso que é assustador ver aquelas formigas todas agoniadas…parecem saber o que lhes espera..

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Minha mãe fez a farofa do jeito que está acostumada a fazer farofa…

Farofa de içá

içás limpas (ou seja, só o abdômen, sem o ferrão, asas e pernas)

uma colher (sopa) de azeite

uma pelota de manteiga com sal

sal à gosto

alho espremido

farinha de mandioca flocada

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Colocam-se as içás numa panela, em fogo baixo, até que comecem a torrar. Elas vão inchar um pouco.  Assim que começarem a torrar, junte o azeite, a manteiga e o alho. Alho torradinho, acrescenta-se a farinha de mandioca e deixe pegar um pouco de gosto. Corrija o sal, coloque salsinha e pimenta (opcional) e aprecie.

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A pergunta que não quer calar…se gostei??? Confesso que ainda não foi desta vez que provei…não consegui. Preciso interiorizar um pouco mais a ideia…Mas meus pais comeram e gostaram. Tem gente que acha que parece pipoca, outros dizem parecer aquele camarão pequenino…Experimenta e depois me conta!

Pavlova de aniversário

23 nov

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Semana passada foi aniversário da minha mãe, houve um almoço para comemorar e me ofereci para fazer o bolo.  Ela então me surpreendeu e pediu uma Pavlova!

Com o calor que está fazendo por aqui e a safra de amoras a todo vapor foi uma escolha super acertada.

A sobremesa é muito leve, fácil de fazer e claro, deliciosa!  A receita que segui foi a da Donna Hay, australiana que gosto muito e que ao meu ver tem receitas fáceis e saborosas. 

Anna Pavlova, uma bailarina russa que visitou a Austrália e a Nova Zelândia nos idos de 1920, encantou os dois países e a linda e saborosa sobremesa foi uma homenagem à dançarina.  Não se sabe ao certo qual dois dois países foi o criador do prato, há quem forneça evidências nos dois lados, mas o que realmente importa é que é leve e deliciosa.

Se a receita for seguida de acordo com as explicações não tem erro, pode fazer que dá certo.

Depois que fiz e experimentamos, ficamos apaixonados, que delicadeza e textura especiais! Vou fazer outras muitas vezes, quem sabe em porções individuais? Ou com recheio de frozen iogurte? Hummmmm!

Pavlova (retirado daqui e ligeiramente adaptado)

  • 150ml claras (approximately 4 eggs) em temperatura ambiente
  • 220g açúcar de confeiteiro * (bata o açúcar cristal ou refinado no liquidificador e terá o mesmo efeito)
  • 2 colheres (sopa) de amido de milho peneirado
  • 2 colheres (chá) de vinagre branco * usei de maçã
  • 1 colher (café) de extrato de baunilha
  • 1 colher (café) de raspas de limão (zest)
  • 250ml de creme de leite fresco gelado
  • amoras pretas (inteiras e cortadas também)
  • morangos cortados em quatro

  Pré-aqueça o forno a 150°C.

  Todos os utensílios a serem utilizados devem estar muito limpos e secos, caso contrário o resultado pode ser comprometido.

   Forre uma assadeira com papel vegetal e desenhe com lápis um círculo de 18/20 cm de diâmetro.

  Coloque as claras na tigela da batedeira e ligue na velocidade média até que forme picos. Aos poucos vá colocando o açúcar às colheradas, batendo bem, até que fique com a consistência dura e comece a brilhar.

  Junte o amido de milho, as raspas de limão e o vinagre e com um fuet ou uma espátula misture delicadamente só até combinar.  Coloque a mistura sobre o papel vegetal (ou manteiga) já sobre a forma e forme um “monte” de 18/20 cm de diâmetro, deixando a parte de cima mais lisa.

Reduza a temperatura do forno para  120°C  e asse por aproximadamente 1 h e 20 minutos. Desligue o forno e deixe a Pavlova esfriar completamente lá dentro.

  Se não for ser consumida logo, a Pavlova pode ser guardada até 5 dias num container hermético sem o recheio de creme e frutas.

Pavlova(assada sem o recheio)

  Para servir logo: bata o creme de leite fresco até formar o chantilly com 2 colheres de açúcar de confeiteiro ou refinado (conforme instruções da embalagem) e o extrato de baunilha.  Com cuidado quebre a parte de cima da Pavlova (com cuidado senão os lados podem se partir e aí não ficará tão bonita!) e coloque o chantilly. Cubra com as frutas e sirva imediatamente. Serve de 8-10 porções.

* O ponto do merengue em picos e brilhante é atingido ao ter triplicado o volume da mistura.  Outra dica é segurar as pás da batedeira de cabeça para baixo e o merengue não cair, formando picos duros.

* A baixa temperatura do forno faz com que o merengue cresça e o longo cozimento o seca tornando a casca crocante.

* Da próxima vez vou experimentar esquentar um pouco as claras antes de bater, como se faz com suspiros, acho que a consistência fica melhor.

* A receita original usa polpa de maracujá e morangos, mas há outras milhares de combinações de frutas, kiwi, tangerinas, banana, framboesas, manga, abacaxi, mirtilos…fica a seu critério.

Veja um vídeo da execução da receita aqui .

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Strudel de Amora Preta

9 nov

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Outra delícia que não resisti enquanto procurava receitas para fazer usando a amora colhida na casa dos meus pais…a lista é grande…

Assim que vi a foto tive certeza de que seria aprovada…já fizemos duas vezes na mesma semana…será que gostamos?

A receita original usa framboesas, mas substitui por amoras pretas (blackberries) pois temos uma fartura delas por aqui. E são muito mais saborosas usadas ainda frescas, então anotem e corram para testar!

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Duas palavras antes da receita: geléia consistente e crème fraiche.  Deixem-me explicar… O recheio leva geléia. Da primeira vez usei uma calda que fiz com amoras, açúcar e um tantinho de água. Vazou bastante…daí na segunda vez resolvi substituir por uma geléia bem durinha que minha mãe havia feito, só com as amoras e açúcar numa panela no fogão até dar ponto. Muito melhor, quase não vazou. Assim fica mais bonito e gostoso!

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Ah, o crème fraiche…esse é um capítulo à parte… há tempos venho procurando sem sucesso esse creme para usar em receitas “gringas”. Nunca achei por aqui…É um creme mais espesso que o creme de leite mas um pouco mais ácido, ligeiramente envelhecido, o que lhe confere um sabor e textura diferentes. Usado sobre frutas ou doces mais açucarados dá um contraponto ao açúcar! O sabor é um pouco menos forte do que o “sour cream”.  A receita é fácil e dá certo. Adoramos!

Strudel de Amora Preta (Blackberry Strudel)

adaptado de bunsinmyoven.com (Raspberry Coffee Cake) e de sweetannas.com

xícara 240ml

Ingredientes:

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher (chá) de fermento para bolo

1/2 colher (chá) de sal

1/2 xícara de manteiga gelada em cubinhos

85g de cream cheese bem gelado

1/2 xícara de leite (ou um pouco menos dependendo de onde você mora)

1 xícara de geléia de amora (bem consistente)

1/2 xícara de açúcar de confeiteiro

1 colher (sopa) de leite

1/4 colher (chá) de extrato de amêndoas ou baunilha

Modo de fazer:

Pré-aqueça o forno a 220ºC. Num bowl médio misture o trigo, fermento e o sal.  Junte a manteiga em cubinhos e o cream cheese. Com um pastry cutter ou um garfo vá misturando os ingredientes até que a mistura pareça migalhas grandes.

Aos poucos junte o leite, 1/4 da xícara, sobre a mistura de trigo e manteiga e vá amassando com o garfo até que fique homogênea. Pode ser necessário ou não usar o leite todo (a 1/2 xícara da receita).  O ponto certo é quando a massa não gruda nos dedos.

Leve a uma superfície levemente enfarinhada e misture com as pontas dos dedos 4-5 vezes até que forme uma bola.  Abra a massa com um rolo de macarrão num retângulo de 30cm x 24cm e cuidadosamente coloque sobre uma forma forrada com papel manteiga.  Eu enrolei a massa no rolo e com cuidado desenrolei sobre a forma forrada com o papel manteiga.

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Com o lado não afiado de uma faca faça três colunas no sentido vertical, do lado mais fino.  Não é para cortar, só faça uma marca guia.  Na coluna do meio espalhe a geléia. Faça cortes diagonais como franjas nas duas colunas exteriores.  Vá dobrando as franjas como se fosse uma trança sobre a geléia. (A autora do blog sugere pincelar eggwash ou creme sobre o strudel antes de ir ao forno para dourar mais. Eu não fiz, é opcional!)

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Asse por 12-15 minutos, dependendo do seu forno, ou até que esteja dourado o strudel.

Enquanto o strudel esfria, já fora do forno, faça a cobertura.  Num bowl pequeno misture o açúcar de confeiteiro, o leite e o extrato escolhido.  Com cuidado vá derramando sobre o strudel.  Corte e sirva com uma xícara de café bem forte!!! Nós servimos com um pouco mais de geléia e crème fraiche! Nota 10 para a receita, já virou favorita!

O melhor de tudo é que parece algo bem difícil de fazer e não é mesmo! A massa fica pronta rapidinho, o mais demorado é o tempo do forno! E é tão linda e chique, não?

Pode ser congelada já pronta. Retire do congelador e leve ao forno a 180ºC por alguns minutos para esquentar.

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Crème Fraiche

Coloque num vidro grande, bem lavado e esterilizado, 3/4 de creme de leite fresco e preencha o resto (1/4) com iogurte natural.  Deixe por 12/24h fora da geladeira até que vire o crème fraiche e refrigere até a hora de usar!  Simples assim. (receita daqui)

Eu usei um vidro vazio de picles de pepinos. Deu super certo.

Alguns outros usos para o Crème Fraiche:

  • coloque no purê ou gratinado de batatas;
  • misture com ervas frescas picadas para fazer um patê;
  • junte ao molho de salada para que fique mais espesso e com um sabor mais ácido;
  • coloque colheradas na sopa na hora de servir, fica com uma textura aveludada;
  • mais sugestões aqui.